CGT convoca greve geral de 24 horas contra a reforma trabalhista de Milei, paralisação começa com debate na Câmara, entenda impacto, calendário e riscos

CGT anuncia greve geral de 24 horas para barrar a reforma trabalhista de Milei, paralisação será acionada quando a Câmara iniciar o debate, saiba prazos e possíveis efeitos

A Confederação Geral do Trabalho convocou uma paralisação nacional em resposta ao avanço do projeto de mudança nas regras trabalhistas, que já foi aprovado no Senado.

A greve terá duração de 24 horas e, segundo a central, será uma interrupção das atividades sem mobilizações de rua, medida que amplia a tensão entre sindicatos e governo.

Os detalhes da mobilização e os pontos da proposta que mais preocupam os sindicatos serão avaliados ao longo do debate legislativo, conforme informação divulgada pelo g1

O que diz o texto aprovado no Senado

O ponto de partida do confronto foi a aprovação da proposta no Senado, a qual, segundo a cobertura, “A reforma trabalhista de Javier Milei foi aprovada no Senado por 42 votos a 30 na madrugada de quinta-feira (12)“.

O projeto altera regras sobre contratos, férias, jornada e negociação coletiva, facilita demissões e impõe limites ao direito de greve, mudanças que seus críticos classificam como uma fragilização de direitos históricos.

O texto agora segue para a Câmara dos Deputados, onde pode sofrer alterações, mas já é visto como uma das maiores reformas nas últimas décadas.

Convocação e posição dos sindicatos

A maior central sindical da Argentina, a Confederação Geral do Trabalho (CGT), anunciou nesta segunda-feira (16) que fará uma greve geral de 24 horas“, é parte das informações divulgadas sobre a reação sindical.

Segundo a entidade, “Segundo a CGT, a greve não terá atos ou mobilizações nas ruas“, o que indica que a paralisação será concentrada em suspensões de trabalho e operações internas.

Os sindicatos e partidos de oposição alertam que a reforma fragiliza direitos dos trabalhadores, e a medida de parar as atividades visa pressionar deputados contrários às mudanças.

Calendário político e possíveis desdobramentos

O governo espera ritmo rápido, e “A expectativa do governo é que a proposta seja votada no plenário em 25 de fevereiro e aprovada até 1º de março“, segundo as informações divulgadas.

A Câmara pode alterar o texto, e as negociações entre deputados e líderes sindicais nas próximas semanas serão decisivas para determinar o alcance final das mudanças.

A votação e os protestos já geraram confrontos em Buenos Aires, e analistas apontam que o debate político pode se intensificar à medida que a data de votação se aproxima.

Impactos esperados para trabalhadores e empresas

Especialistas ouvidos pela imprensa dizem que a proposta é ampla e faz parte de um pacote maior voltado à estabilização macroeconômica e ao estímulo ao emprego e ao investimento, mas alertam para riscos sociais e jurídicos.

Empregadores veem na reforma possibilidades de flexibilização para contratar e demitir, enquanto sindicatos alertam para perda de garantias históricas no mercado de trabalho.

Nas próximas semanas, o desenrolar do debate na Câmara e a resposta da sociedade e das centrais sindicais vão definir se a reforma será aprovada com o texto atual, sofrerá alterações significativas ou se haverá novos episódios de mobilização.