CGT convoca greve geral de 24 horas contra a reforma trabalhista de Milei, paralisação será quando Câmara iniciar debate e pressiona votação entre 25 de fevereiro e 1º de março
Paralisação nacional começará assim que a Câmara iniciar o debate da proposta, reforma foi aprovada no Senado por 42 votos a 30, expectativa de votação em plenário entre 25 de fevereiro e 1º de março
A Confederação Geral do Trabalho, CGT, anunciou uma greve geral de 24 horas contra a proposta de reforma trabalhista do presidente Javier Milei. A mobilização foi confirmada pela central nesta segunda-feira, 16.
A paralisação nacional começará assim que a Câmara dos Deputados iniciar o debate da proposta, previsto para acontecer antes do fim de fevereiro, e não terá atos nas ruas, apenas interrupção das atividades, segundo a CGT.
A reforma trabalhista foi aprovada no Senado por 42 votos a 30 na madrugada de quinta-feira, 12, e segue agora para análise da Câmara, conforme informação divulgada pelo g1.
O que prevê a reforma trabalhista de Milei
O texto apresentado pelo governo revisa regras que em sua maioria remontam aos anos 1970, e reúne dezenas de artigos que alteram contratos, férias, jornada e negociação coletiva.
Entre as mudanças, estão a flexibilização de contratos, facilitação de demissões e a imposição de limites ao direito de greve, pontos que geraram forte reação das centrais sindicais e da oposição.
Por que os sindicatos convocaram a greve geral
Os sindicatos afirmam que a proposta fragiliza direitos históricos dos trabalhadores e pode reduzir proteções laborais, o que motivou a CGT a marcar a paralisação para pressionar deputados antes da votação em plenário.
A decisão da CGT aumenta a tensão política e social, em um cenário onde protestos já tiveram confrontos com a polícia em Buenos Aires durante as votações no Senado.
Calendário político e próximos passos
O governo espera que a proposta seja levada ao plenário da Câmara em 25 de fevereiro e aprovada até 1º de março, quando o presidente Milei abrirá o período de sessões ordinárias do Congresso.
O texto ainda pode sofrer alterações na Câmara dos Deputados, e a convocação da greve coloca pressão sobre parlamentares favoráveis e contrários à reforma.
Possíveis impactos e reações
Especialistas ouvidos por veículos de imprensa consideram a reforma ampla e parte de um pacote de mudanças para estabilização macroeconômica e estímulo ao emprego e ao investimento, mas alertam para riscos sociais e políticos.
A greve de 24 horas, sem atos nas ruas, busca demonstrar o peso das centrais sindicais na disputa, ao mesmo tempo em que evita confrontos diretos nas mobilizações, segundo a própria CGT.
Com o debate na Câmara se aproximando, a tensão entre governo e sindicatos tende a permanecer alta, e a votação pode definir o rumo das relações de trabalho na Argentina nas próximas décadas.