Medida de três anos vai tributar em 55% compras que excederem a cota anual, decisão deve ter impacto no agronegócio e nas exportações do Brasil
A partir do primeiro dia de 2026, a China limitará o volume de carne bovina importada sem tarifa reduzida, e aplicará uma taxa elevada sobre o que exceder a cota anual.
A medida pode alterar preços, contratos e estratégias de venda dos grandes exportadores, especialmente do Brasil, que é o principal fornecedor.
As regras passam a valer na quinta-feira, e têm duração prevista de três anos, conforme informação divulgada pelo g1
O que muda na prática
A principal alteração é a imposição de uma tarifa de 55% sobre carne bovina que ultrapassar a cota anual definida pelas autoridades chinesas.
Essa tarifa de 55% sobre carne bovina vai elevar o custo das compras além da cota, o que pode reduzir a competitividade de fornecedores que dependem de volumes maiores de exportação para a China.
Como funciona a cota e a tarifa
Segundo as informações oficiais, Medida começa a valer nesta quinta-feira, 1º de janeiro de 2026, e tem duração de três anos, Brasil tem a maior cota entre os fornecedores.
Na prática, cada fornecedor terá uma cota anual livre de tarifas adicionais, e tudo que superar esse limite ficará sujeito à tarifa de 55% sobre carne bovina, elevando o preço final para compradores chineses.
Impacto no Brasil e no mercado
O Brasil, como maior fornecedor, deve reavaliar volumes e calendários de embarque, para não exceder cotas que gerem tributação extra, e a cadeia do agronegócio pode buscar alternativas comerciais ou renegociação de contratos.
Consumidores e frigoríficos chineses podem sentir alta de preços, e importadores poderão priorizar fornecedores com espaço de cota disponível ou negociar descontos para compensar a tarifa de 55% sobre carne bovina.
Próximos passos e acompanhamento
Exportadores e associações do setor devem acompanhar as regras detalhadas, bem como prazos e critérios de alocação de cota, para ajustar logística e vendas.
Especialistas recomendam diálogo entre governos e setor privado para mitigar impactos imediatos, e observar eventuais revisões durante os três anos de vigência da medida.