quinta-feira, junho 4, 2026

Como blocos para bebês e idosos criaram um modelo de inclusão rentável no Carnaval, faturando até R$ 70 mil, atraindo 10 mil pessoas e gerando serviços

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Iniciativas em São Paulo e Nova Friburgo adaptaram estrutura, segurança e cuidado para públicos da primeira infância e da terceira idade, transformando folia em oportunidade de negócio

O Carnaval tem ganhado espaços pensados para quem ainda não anda e para quem já vive muitas décadas, com atenção especial à segurança e ao conforto, sem perder a alegria da festa.

Empreendedores e profissionais de saúde adaptaram equipamentos e logística, e, com isso, criaram eventos que funcionam como serviço social e como modelo de negócio.

No material que originou esta reportagem, há números e relatos sobre custos, público e impacto econômico, conforme informação divulgada pelo g1.

Bloco para bebês em São Paulo

O bloco nasceu quando o empresário Diogo Rios adaptou um berço para levar o filho de 11 meses ao Carnaval, o vídeo viralizou, e a iniciativa virou evento estruturado para crianças na primeira infância.

Hoje o desfile reúne cerca de 10 mil pessoas e oferece fraldário, espaço de amamentação, controle de volume, pulseirinhas de identificação e locais com sombra, para reduzir riscos e desgaste das famílias.

O investimento inicial foi de R$ 150 mil, e a receita vem da venda de cotas de patrocínio e parcerias com empresas do setor infantil, com o bloco chegando a faturar R$ 70 mil no mês de Carnaval.

Bloco para idosos em Nova Friburgo

Em Nova Friburgo, a psicopedagoga e geromotricista Beatriz Rimes criou um bloco dedicado ao público idoso, a partir do trabalho em uma instituição de longa permanência, com foco no protagonismo dos participantes.

A primeira edição, em 2025, contou com voluntários para ajudar na locomoção, pontos de água filtrada, áreas de descanso e percurso planejado para evitar desgaste, e uma van da ILPI parceira acompanhou o evento.

Após o desfile, a clínica de Beatriz registrou aumento de cerca de 150% no faturamento, com maior procura por atividades de estimulação cognitiva e serviços voltados ao envelhecimento saudável.

Modelo de negócio, inclusão e lições

Os exemplos mostram que adaptar a festa é também uma oportunidade de mercado, combinando responsabilidade, parcerias e patrocínios, e criando um funil para projetos pagos ao longo do ano.

Para replicar iniciativas semelhantes, é preciso planejar logística, segurança e acessibilidade, definir fontes de financiamento, engajar parceiros do setor de saúde e do mercado infantil, e investir em comunicação.

A presença de idosos e bebês nas ruas do Carnaval, com cuidados específicos, reforça que é possível ampliar a participação na folia sem abrir mão da proteção, gerando impacto social e retorno econômico.

Uma participante resumiu a ideia do projeto sobre envelhecimento, com a frase, Envelhecer é obrigatório, mas ficar velho é opcional., que sintetiza o tom de protagonismo e alegria observado nos desfiles.

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