quinta-feira, junho 4, 2026

Compras de café brasileiro 2025, Japão, Turquia e China foram os únicos grandes importadores que ampliaram compras, veja dados do Cecafé

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A análise do mercado mostra que Japão, Turquia e China ampliaram aquisições em 2025, enquanto EUA e Alemanha reduziram compras, segundo dados do Cecafé

As exportações brasileiras de café caíram em volume ao longo de 2025, mesmo com receita recorde por conta dos preços internacionais.

Entre os dez maiores importadores do Brasil, somente três aumentaram suas compras no período, comportamento que contrasta com a tendência global de retração.

Os números e declarações oficiais que seguem foram divulgados pelas fontes responsáveis, conforme informação divulgada pelo g1.

Queda geral das exportações e distribuição por destino

O Brasil exportou 40,049 milhões de sacas de 60 kg de café entre janeiro e dezembro de 2025, para 121 países, volume que representa queda de 20,8% em relação a 2024.

Apesar da redução no volume, a receita foi recorde, impulsionada pelos preços mais altos no mercado internacional, o que elevou ganhos mesmo com menos sacas embarcadas.

Nos Estados Unidos, as exportações brasileiras recuaram 33,9% em 2025, após o chamado tarifaço, que permanece em vigor para o café solúvel, e por isso os EUA deixaram de ser o principal importador.

A Alemanha assumiu a liderança entre importadores, porém também reduziu compras, com queda de 28,7%.

Por que Japão, Turquia e China compraram mais

O Japão foi um dos poucos que ampliou compras, com aumento de 19,4% e importações superiores a 2,6 milhões de sacas, tornando-se o quarto maior comprador em 2025.

Sobre isso, o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, explicou, “O Japão passou por um período em que comprou menos café do Brasil, porque estava com bastante estoque. Na medida que eles foram baixando, eles voltaram a comprar”.

A Turquia, sexta maior importadora, aumentou aquisições em 3,26%, segundo o Cecafé, para atender consumo interno e redistribuir para países vizinhos.

Ferreira comentou sobre o papel da Turquia, “A Turquia exporta café para vários países em situação de dificuldade, em guerra”.

A China registrou alta de 19,49% nas compras de café brasileiro, totalizando 1,1 milhão de sacas e alcançando a décima posição entre os destinos.

O presidente do Cecafé destacou a preferência chinesa, “Ao contrário de países que buscam preços competitivos no mundo, a China prioriza o café arábica brasileiro”, e acrescentou, “O país segue numa crescente. Os jovens chineses estão tomando cada vez mais café”, “O que temos de consumo, agora, é muito aquém do que veremos nos próximos cinco, dez anos”.

Impactos do tarifaço dos EUA e sinais para o mercado

O tarifaço aplicado pelos EUA ao café solúvel foi determinante para a forte retração daquele mercado em relação ao Brasil, contribuindo para a perda da posição de maior comprador.

Com a Alemanha na liderança das compras, ainda assim em queda, o cenário aponta para realinhamentos entre destinos, com implicações para preços e estoques globais.

Analistas e exportadores monitoram como a recomposição de estoques em países como o Japão e o crescimento do consumo na China podem sustentar demanda, mesmo com a queda do volume exportado pelo Brasil.

Perspectivas para produtores e exportadores

Mesmo com menos sacas embarcadas, a receita recorde em 2025 mostra que preços elevados podem compensar perdas de volume, porém a volatilidade e barreiras comerciais, como o tarifaço, mantêm incerteza para 2026.

Exportadores e produtores precisam acompanhar destinos que seguem comprando mais, como Japão, Turquia e China, e também diversificar mercados para mitigar choques em grandes compradores.

As informações e dados citados neste texto foram divulgados pelo Cecafé e compilados, conforme informação divulgada pelo g1.

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