Conferência de Munique une EUA e Europa após tensões, Rubio pede reforço de defesa, Zelensky alerta sobre negociações e Reino Unido aponta Kremlin por Navalny
Na Conferência de Munique, líderes de EUA e Europa tentam consolidar união e resposta conjunta, com pedidos por mais gastos em defesa, apoio à Ucrânia e acusações contra a Rússia
A Conferência de Munique deste ano teve um tom de busca por convergência entre aliados, com os Estados Unidos adotando uma postura mais branda, e a Europa respondendo com medidas práticas para reforçar sua defesa.
O debate se concentrou em aumentar gastos militares, proteger fronteiras e coordenar pressão diplomática sobre rivais, ao mesmo tempo em que a guerra na Ucrânia continua no centro das discussões.
As informações sobre os discursos e anúncios na conferência foram divulgadas pela imprensa, conforme informação divulgada pelo g1
Tom norte-americano e cobranças de Marco Rubio
Os Estados Unidos chegaram à conferência com um tom mais suave, e o Secretário de Estado Marco Rubio falou em união entre aliados, segundo relatos.
Ao mesmo tempo, Rubio cobrou dos parceiros um reforço em defesa e nas fronteiras, e pediu atenção aos rivais que, nas suas palavras, enchem os bolsos com investimento em petróleo.
Reação europeia e aumento dos gastos
A chefe do bloco europeu reconheceu que o continente sofreu um “choque de realidade” em 2025, e afirmou que a resposta veio por meio de um aumento nos gastos de defesa.
Países europeus, em sintonia com as demandas americanas, têm anunciado medidas concretas para fortalecer capacidades militares e a cooperação dentro da Otan.
Ucrânia, Zelensky e riscos de concessões unilaterais
Sobre a guerra na Ucrânia, o presidente Volodymyr Zelensky alertou que “a negociação tem focado em concessões apenas do lado ucraniano”.
Zelensky acrescentou que “seria ilusão imaginar que a entrega de territórios à Rússia vai acabar com o conflito”, enfatizando a necessidade de garantias de segurança e apoio sustentado dos aliados.
Acusações sobre a morte de Alexei Navalny
Em mais um movimento contra a Rússia, o governo britânico declarou na conferência que o Kremlin é responsável pela morte de Alexei Navalny, o opositor que morreu em uma colônia penal em 2024.
A ministra britânica do exterior, Yvette Cooper, disse que “Navalny foi morto com um veneno encontrado em rãs da América do Sul”, e um comunicado conjunto com Suécia, França, Alemanha e Holanda afirmou que exames de Navalny “confirmaram a presença de epibatidina”, e que “a Rússia tinha os meios, o motivo e a oportunidade para administrar esse veneno”.
O governo russo, por sua vez, manteve a posição de que Navalny morreu de causas naturais, gerando novo ponto de atrito diplomático na conferência.
O encontro em Munique terminou com sinais de reconciliação verbal entre EUA e aliados europeus, e com compromissos práticos para reforçar defesa, fronteiras e apoio à Ucrânia, enquanto as acusações sobre a morte de Navalny e as tensões com a Rússia continuam alimentando debates e medidas conjuntas.