Conflito entre EUA, Israel e Irã deve pressionar economia global, elevar preço do petróleo a US$85-US$90 e ameaçar tráfego no Estreito de Ormuz
Conflito entre EUA, Israel e Irã pode elevar o barril para US$85-US$90 já na reabertura dos mercados, reduzir oferta em até 10 milhões de barris por dia e agravar inflação
O avanço das operações militares e as respostas regionais aumentam o risco de choque no mercado de energia.
Analistas veem impacto imediato nos preços do petróleo e efeitos mais largos para transporte, inflação e crescimento global.
As informações são tratadas conforme informação divulgada pelo g1
Alta imediata do petróleo e previsões
A expectativa é que a reabertura do mercado provoque alta nos preços do petróleo, com projeções que já sinalizam forte aumento.
Segundo Amena Bakr, especialista da Kpler, o preço do barril pode subir para entre US$ 85 e US$ 90 já nesta segunda-feira, frente a US$ 72 na sexta-feira, e US$ 61 no início do ano.
Analistas alertam que, se a crise se prolongar, a pressão sobre o combustível pode se transformar em impacto inflacionário global e enfraquecer a atividade.
Risco ao tráfego no Estreito de Ormuz e oferta global
O agravamento das hostilidades coloca em risco o tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo, o que aumenta os custos logísticos e seguros.
Mesmo com rotas alternativas, a Rystad Energy estima que a redução no fornecimento pode variar entre 8 milhões e 10 milhões de barris por dia, diminuindo a oferta disponível no mercado internacional.
Algumas empresas de navegação já suspenderam viagens pela rota, e o custo dos seguros subiu, pressionando ainda mais o preço final do combustível.
Reações dos países, vítimas e declarações
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o país mobiliza “toda a força de seu Exército” na ação conjunta com os Estados Unidos para garantir “existência e futuro” de Israel, e disse que as forças israelenses estão atacando “o coração de Teerã com intensidade crescente”.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que aceitou conversar com os novos líderes iranianos, após ataques de Teerã que, segundo relatos, mataram ao menos três soldados americanos e nove civis israelenses.
Houve ainda a confirmação da morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e de outras figuras centrais do governo iraniano, notícia que intensificou a escalada.
Impactos econômicos e setoriais
Economistas apontam riscos amplos, desde combustível e energia até transporte marítimo, companhias aéreas, turismo e logística.
Eric Dor, professor da IESEG School of Management, alerta que um período prolongado de preços elevados pode gerar “efeito recessivo”, afetando consumo e investimento.
Por outro lado, empresas do setor de defesa podem registrar ganhos nas bolsas, enquanto áreas ligadas a viagens e fretes tendem a sofrer perdas.
Michelle Brouhard, também da Kpler, afirma que o Irã pode tentar manter os preços elevados para pressionar Washington, opção que, se usada, ampliaria a instabilidade nos mercados de energia.
O cenário continua volátil, e a evolução do conflito entre EUA, Israel e Irã deverá ser acompanhada de perto por governos e investidores, tanto pelo impacto imediato nos preços quanto pelas consequências econômicas mais amplas.