quinta-feira, junho 4, 2026

Coplacampo: protetor solar para frutas e robô com IA que georreferencia frutos, inovações em Piracicaba atraem 170 expositores e R$ 500 milhões em negócios

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Na 12ª Coplacampo, empresa de Vinhedo apresenta protetor solar líquido para frutas e Embrapa expõe robô autônomo com IA que mapeia e quantifica produtividade em pomares

A 12ª edição da Coplacampo abriu em Piracicaba, reunindo novas tecnologias para o agronegócio, entre elas um protetor solar para frutas e um robô com IA para monitoramento de pomares.

O evento reúne 170 expositores e projeta movimentar R$ 500 milhões em inovações até o último dia da feira, nesta sexta-feira (27), com demonstrações e testes práticos no campo.

Várias soluções ainda estão em fase de testes, e visitantes puderam ver aplicações que vão desde a proteção de frutos contra altas temperaturas até o mapeamento preciso da produtividade, conforme informação divulgada pelo g1.

Protetor solar para frutas chega em versão líquida

Comercializado em líquido, o produto desenvolvido por uma empresa de Vinhedo cria uma camada protetora nas frutas para reduzir danos causados pelo calor e pela exposição direta.

A sócia-fundadora da empresa explicou as funções e benefícios do produto, destacando que ele forma uma camada branca que ajuda a repelir algumas pragas e a evitar perdas, com objetivo de preservar a produtividade.

Segundo Tânia Zen, “Como ele cria essa camada branca, ele ajuda a repelir algumas pragas voadoras que são atraídas pela massa verde. Então, ele também tem os efeitos adjacentes, mas como proteção solar, o grande objetivo desse produto é evitar a perda de produtividade”, diz Tânia Zen, sócia-fundadora da empresa.

Em outro trecho da fala, Tânia ressalta a abrangência do uso, “Com as temperaturas aumentando em diferentes regiões, ele é uma tecnologia que pode ser usada de forma muito ampla, em momentos específicos de cada fase da planta”, afirma Tânia.

Robô da Embrapa mapeia frutos com IA e GPS, com precisão de centímetros

A Embrapa apresentou um robô autônomo em desenvolvimento, equipado com câmeras e inteligência artificial para identificar e quantificar frutos em lavouras, especialmente de maçã e uva.

Durante a demonstração, o equipamento foi guiado por um pesquisador, mas a meta é que o robô execute rotinas de forma totalmente autônoma, percorrendo corredores e coletando dados visuais e geoespaciais.

“Da mesma forma em que hoje a gente desenha um circuito para os drones fazerem a cobertura do talhão, a ideia é que o robô faça a mesma coisa, execute sozinho um trajeto dentro do pomar e traga as imagens”, explica Thiago Santos, pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária.

O pesquisador também detalha a capacidade técnica do sistema, “Há câmeras voltadas para cada lado do corredor, então a gente consegue pegar frutos dos dois lados, e o software de Inteligência artificial vai quantificando as frutas e com o GPS vai georreferenciando a posição, com precisão de centímetros da localização de cada fruto no talhão”, aponta o pesquisador.

Impacto esperado e aplicações práticas

As soluções apresentadas, como o protetor solar para frutas e o robô com IA, visam reduzir perdas por estresse térmico e oferecer dados acionáveis para práticas de agricultura de precisão.

Com o georreferenciamento, produtores podem identificar pontos do talhão com maior ou menor densidade de frutos e tomar medidas direcionadas para melhorar a produção, por exemplo, manejo localizado, irrigação e controle de pragas.

A Coplacampo, organizada pela Cooperativa dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo, segue com estandes e demonstrações até sexta-feira, atraindo olhares do mercado e de pesquisadores interessados em levar as provas de campo para a rotina das fazendas.

O que muda no dia a dia do produtor

Na prática, o protetor solar para frutas pode ser aplicado em fases críticas para reduzir perda de produtividade em períodos de calor extremo, e o robô com IA deve facilitar estimativas de safra e decisões pontuais em pomares.

As tecnologias ainda passam por testes, mas já mostram potencial para ampliar a eficiência, reduzir desperdícios e entregar informação mais precisa a quem administra a produção, com impactos econômicos e operacionais.

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