Critérios fundamentais para o trabalhador brasileiro: equilíbrio, salário competitivo, coerência ética e flexibilidade, o que 755 entrevistados do Workmonitor 2025 apontam

Entenda por que o trabalhador brasileiro prioriza equilíbrio entre vida pessoal e profissional, salário competitivo, coerência ética, flexibilidade e capacitação em IA, segundo pesquisa

Critérios fundamentais para o trabalhador brasileiro têm mudado com a chegada de novas tecnologias e maior oferta de modelos de trabalho flexíveis.

Profissionais relatam preferência por empresas que ofereçam equilíbrio entre vida pessoal e profissional, salário competitivo, coerência ética e oportunidades de aprendizado, especialmente em tecnologia.

Os achados abaixo apresentam o panorama e as implicações para empregadores e candidatos, conforme informação divulgada pelo g1

O que os trabalhadores mais valorizam

O estudo Workmonitor 2025 mostra que, no Brasil, a busca por equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, salário competitivo, coerência ética e flexibilidade figura entre os principais critérios de escolha de emprego.

Já 19% entendem que essa responsabilidade deveria ser da empresa, proporção menor que a média mundial (27%).

Nos últimos seis meses, 41% dos profissionais perceberam um aumento nas oportunidades de capacitação oferecidas por seus empregadores, acima dos 34% observados globalmente.

Quando perguntados sobre os temas de aprendizagem que mais despertam interesse, os trabalhadores destacam: Inteligência artificial: 27% (23% global), Alfabetização tecnológica e TI: 17% (11% global), Gestão e liderança: 8% (7% global), Diversidade e inclusão: 7% (3% global), Bem-estar e mindfulness: 5% (6% global).

Perfil da amostra e metodologia

A amostra brasileira do Workmonitor 2025 reúne 755 trabalhadores, distribuídos em diferentes formas de vínculo profissional, incluindo empregados registrados pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), contratos temporários, prestadores de serviço, profissionais por conta própria, trabalhadores em modelos flexíveis (como zero-hour e assignments), além de pessoas atualmente desempregadas.

Os entrevistados se distribuem entre: Open-ended contract (emprego fixo / CLT): 539 pessoas (71,4%), Contrato por tempo determinado (6 ou 12 meses): 51 pessoas (6,75%), Contrato temporário / sazonal: 11 pessoas (1,45%), On call / zero hour: 42 pessoas (5,56%), Interim assignment (trabalho por demanda/temporário): 17 pessoas (2,25%), Sole trader / trabalhador por conta própria: 75 pessoas (9,93%), Desempregados no momento da pesquisa: 6 pessoas (0,8%).

O estudo também contempla diversos setores da economia como saúde, hospitalidade, agricultura, bens de consumo e energia, além de incluir perfis white collar, grey collar e blue collar, abrangendo funções administrativas, técnicas e operacionais.

Há uma categorização por tipo de ocupação: White collar: 421 pessoas (56,2%), Grey collar: 143 pessoas (19,1%), Blue collar: 185 pessoas (24,7%).

O que isso significa para empresas e candidatos

Para empresas, os dados reforçam que investir em programas de capacitação, especialmente em inteligência artificial e alfabetização tecnológica, e oferecer modelos de trabalho flexíveis, pode ser decisivo para atrair e reter talentos.

Para candidatos, a importância de buscar qualificações em tecnologia e gestão aumenta, pois as empresas que não acompanharem esse movimento podem perder competitividade na atração de talentos.

Conclusão e recomendações práticas

O trabalhador brasileiro valoriza, de forma clara, equilíbrio, remuneração justa, ética e oportunidades de desenvolvimento. Empresas que priorizarem essas frentes, com ênfase em capacitação técnica e flexibilidade, tendem a ganhar vantagem no mercado.

Adotar políticas claras de bem-estar, oferecer cursos em IA e alfabetização tecnológica, e comunicar de forma transparente os valores da organização são passos práticos que respondem aos critérios fundamentais para o trabalhador brasileiro.