quinta-feira, junho 4, 2026

Critérios fundamentais para o trabalhador brasileiro: equilíbrio, salário competitivo, ética, flexibilidade e capacitação em IA que definem a escolha por um emprego

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Pesquisa Workmonitor 2025 mostra que o trabalhador brasileiro prioriza equilíbrio entre vida pessoal e profissional, salário justo, coerência ética, flexibilidade e formação em tecnologia

O cenário das preferências no trabalho mudou, e a busca por qualidade de vida passou a figurar no topo das prioridades, acompanhada de exigências por salário competitivo e coerência ética no ambiente profissional.

Além disso, a oferta de capacitação e o interesse por tecnologias, especialmente inteligência artificial, aparecem como fatores decisivos para a permanência e atração de talentos.

Esses pontos ajudam a entender por que empresas que não atualizarem políticas de remuneração, flexibilidade e desenvolvimento podem perder força na disputa por profissionais.

conforme informação divulgada pelo g1

O que os brasileiros mais valorizam no emprego

Segundo a pesquisa, os principais critérios do trabalhador brasileiro passam por equilíbrio entre vida pessoal e profissional, salário competitivo, coerência ética e flexibilidade. A prioridade por equilíbrio sinaliza que jornadas rígidas e falta de flexibilidade reduzem o apelo de vagas, mesmo quando o salário é atrativo.

O estudo também mostra percepções sobre responsabilidade pelas condições de trabalho, apontando que 19% entendem que essa responsabilidade deveria ser da empresa, proporção menor que a média mundial, 27%.

Capacitação e interesse por tecnologia

O levantamento indica aumento na oferta de formação no mercado interno, com 41% dos profissionais percebendo nos últimos seis meses um aumento nas oportunidades de capacitação oferecidas por seus empregadores, acima dos 34% observados globalmente.

Quando perguntados sobre os temas de aprendizagem que mais despertam interesse, os trabalhadores destacam: Inteligência artificial: 27% (23% global)Alfabetização tecnológica e TI: 17% (11% global)Gestão e liderança: 8% (7% global)Diversidade e inclusão: 7% (3% global)Bem-estar e mindfulness: 5% (6% global). Esses números mostram que o trabalhador brasileiro está atento às transformações tecnológicas e busca ativamente formação para se adaptar.

Composição da amostra e representatividade

A amostra brasileira do Workmonitor 2025 reúne 755 trabalhadores, distribuídos entre diferentes formas de vínculo, incluindo empregados registrados pela CLT, contratos temporários, prestadores de serviço, profissionais por conta própria, modelos flexíveis e desempregados.

Os entrevistados se distribuem entre: Open-ended contract (emprego fixo / CLT): 539 pessoas (71,4%)Contrato por tempo determinado (6 ou 12 meses): 51 pessoas (6,75%)Contrato temporário / sazonal: 11 pessoas (1,45%)On call / zero hour: 42 pessoas (5,56%)Interim assignment (trabalho por demanda/temporário): 17 pessoas (2,25%)Sole trader / trabalhador por conta própria: 75 pessoas (9,93%)Desempregados no momento da pesquisa: 6 pessoas (0,8%).

O estudo contempla diversos setores, como saúde, hospitalidade, agricultura, bens de consumo e energia, e inclui perfis white collar, grey collar e blue collar, com a seguinte categorização: White collar: 421 pessoas (56,2%)Grey collar: 143 pessoas (19,1%)Blue collar: 185 pessoas (24,7%). Essa diversidade indica que os achados refletem expectativas de diferentes perfis do mercado de trabalho brasileiro.

Implicações para empresas e mercado

Para reter e atrair profissionais, as empresas precisam combinar oferta salarial competitiva com políticas que promovam equilíbrio, flexibilidade e compromisso ético. Além disso, ampliar programas de formação, especialmente em temas como inteligência artificial e alfabetização tecnológica, tende a ser decisivo para a competitividade.

Em suma, o trabalhador brasileiro atual é mais exigente e proativo, e organizações que investirem em desenvolvimento, bem-estar e práticas transparentes terão vantagem na disputa por talentos.

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