quinta-feira, junho 4, 2026

Custo de vida no Espírito Santo é maior que a média brasileira, pesquisa da Serasa mostra capixabas gastam mais em supermercado, moradia e cuidados pessoais

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Custo de vida no Espírito Santo pressiona famílias, supermercado a R$ 1.030, moradia a R$ 1.320 e 80% relatam dificuldade para manter contas em dia, mostra Serasa

O custo de vida no Espírito Santo pesa mais no bolso do que a média brasileira, segundo levantamento da Serasa citado pelo g1.

Despesas essenciais, como supermercado, moradia e contas recorrentes, tomam a maior parte do orçamento familiar, reduzindo a margem para imprevistos e ajustes.

Os dados também mostram que 80% das pessoas acham difícil manter as contas em dia, e que os itens básicos concentram a maior parte das despesas mensais, conforme informação divulgada pelo g1.

Quais gastos mais pesam no orçamento capixaba

Na comparação por categorias, o custo de vida no Espírito Santo aparece acima da média nacional em itens-chave. O gasto médio mensal com supermercado no estado é de R$ 1.030, contra R$ 930 no Brasil. Em moradia, que inclui aluguel, condomínio ou financiamento, a média nacional é de R$ 1.100, enquanto no Espírito Santo sobe para R$ 1.320, um dos valores mais altos do país.

As contas recorrentes, como água, luz, internet e streaming, têm média nacional de R$ 520 por mês, e os capixabas gastam o mesmo valor nessa categoria. No transporte, o brasileiro gasta em média R$ 350 por mês, e o Espírito Santo apresenta o mesmo valor.

Saúde, lazer e cuidados pessoais

Despesas com saúde e atividade física têm média nacional de R$ 540, e no Espírito Santo o valor sobe para R$ 560 por mês. No lazer, a média nacional é de R$ 340, enquanto no estado chega a R$ 400.

Em cuidados pessoais, como barbearia, manicure e tratamentos estéticos, o capixaba tem custo médio mensal de R$ 170, o terceiro mais alto do país, atrás do Ceará, com R$ 180, e do Distrito Federal, com R$ 170. Mato Grosso aparece logo atrás, também com R$ 170.

Impacto das despesas essenciais e percepção das famílias

Segundo a pesquisa citada pelo g1, as despesas básicas pesam mais no orçamento, e supermercado, contas recorrentes e custos de moradia concentram a maior parte dos gastos mensais das famílias. Juntas, essas despesas representam 57% do orçamento dos brasileiros.

Sobre esse cenário, a especialista da Serasa em educação financeira afirmou, “Quando as despesas essenciais ocupam uma fatia tão grande do orçamento, sobra menos espaço para ajustes e imprevistos”, afirmou Aline Vieira, especialista da Serasa em educação financeira.

Apesar do peso do custo de vida no Espírito Santo, a maioria dos brasileiros não cogita mudar de cidade para economizar. Apenas um em cada dez entrevistados diz pensar nessa possibilidade para 2026. “Os dados reforçam que o principal desafio está mais relacionado à reorganização do orçamento do que à mobilidade geográfica”, afirmou a especialista.

O que os números dizem e o que vem a seguir

O retrato regional mostra que o custo de vida no Espírito Santo está ligado ao contexto econômico local, com variações por região que impactam renda e capacidade de poupança. Para famílias e gestores, a pesquisa indica a necessidade de foco na reorganização do orçamento e em políticas que aliviem os custos de moradia e itens essenciais.

Os dados completos da Serasa, citados pelo g1, ajudam a entender as pressões sobre os orçamentos e oferecem base para debate público e privado sobre medidas de alívio e planejamento financeiro individual.

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