Custo de vida no Espírito Santo é maior que média brasileira, saiba por que capixaba gasta mais com supermercado, moradia e cuidados pessoais

Pesquisa da Serasa aponta que despesas essenciais consomem 57% do orçamento, capixabas pagam mais por supermercado e moradia, e 80% têm dificuldade para pagar contas

As famílias no Espírito Santo enfrentam um custo de vida acima da média nacional, com peso maior em itens básicos que afetam o orçamento mensal.

Supermercado, contas recorrentes e moradia concentram a maior parte dos gastos, reduzindo a margem para imprevistos e ajustes financeiros.

Os dados mostram ainda que a maioria considera difícil manter as contas em dia, e poucas pessoas cogitam mudar de cidade para economizar, conforme informação divulgada pelo g1.

Despesas essenciais e o impacto no orçamento

A pesquisa indica que as despesas básicas representam 57% do orçamento das famílias brasileiras, com destaque para supermercado, contas fixas e moradia. Segundo a analista, “Quando as despesas essenciais ocupam uma fatia tão grande do orçamento, sobra menos espaço para ajustes e imprevistos”, afirmou Aline Vieira, especialista da Serasa em educação financeira.

Além disso, a pesquisa da Serasa revelou que 80% das pessoas acham difícil manter as contas em dia, o que mostra a dificuldade de lidar com custos crescentes sem reduzir outros gastos ou criar reservas.

Supermercado, contas fixas e diferenças regionais

O gasto médio mensal com supermercado no Espírito Santo é de R$ 1.030, acima da média nacional de R$ 930. Nas contas recorrentes, como água, luz, internet e streaming, a média nacional é de R$ 520, valor que se repete entre os capixabas.

As variações regionais mostram que o custo de vida está ligado ao contexto econômico local, e o Espírito Santo figura entre os estados com valores mais elevados em itens essenciais.

Moradia pesa mais entre os capixabas

As despesas com moradia no Espírito Santo chegam a R$ 1.320 por mês, acima da média nacional de R$ 1.100. Esse item é um dos maiores responsáveis pelo custo de vida mais alto no estado, e está acima da média da Região Sudeste.

O valor de moradia no estado está entre os mais altos do país, o que aumenta a pressão sobre o restante do orçamento familiar, especialmente quando aluguel, condomínio ou financiamento consomem grande parte da renda.

Transporte, saúde, lazer e cuidados pessoais

O gasto com transporte e mobilidade é de R$ 350 por mês no Brasil, mesmo valor registrado no Espírito Santo. Já saúde e atividade física têm média nacional de R$ 540, e entre os capixabas esse gasto sobe para R$ 560 mensais.

Em lazer, o país tem média de R$ 340, enquanto no Espírito Santo o valor sobe para R$ 400. Compras em geral têm média nacional de R$ 390, e no estado o gasto é de R$ 380.

Nos cuidados pessoais, como barbearia, manicure e tratamentos estéticos, o custo médio no Espírito Santo é de R$ 170 por mês, o terceiro mais alto do país, atrás do Ceará, com R$ 180, e do Distrito Federal, com R$ 170, e empatado tecnicamente com Mato Grosso, também em R$ 170.

Reorganização do orçamento e mudança de cidade

Apesar do peso do custo de vida, a maioria não pretende migrar para outra cidade para reduzir despesas. Apenas um em cada dez entrevistados disse cogitar essa possibilidade em 2026.

“Os dados reforçam que o principal desafio está mais relacionado à reorganização do orçamento do que à mobilidade geográfica”, afirmou a especialista, indicando que a solução passa por ajustar prioridades e despesas, e não por deslocamento entre cidades.