Custo de vida no Espírito Santo é mais alto que média do Brasil, entenda por que supermercado, moradia e cuidados pessoais pressionam o bolso do capixaba

Pesquisa mostra que capixaba gasta mais com supermercado, moradia e cuidados pessoais, além de 80% achar difícil manter as contas em dia, conforme dados divulgados

O custo de vida no Espírito Santo tem impacto maior no orçamento familiar quando comparado à média brasileira, com diferenças claras em itens essenciais, serviços e lazer.

Despesas como supermercado, contas fixas e moradia concentram a maior parte dos gastos mensais, deixando menos margem para imprevistos e ajustes financeiros.

Os dados apontam ainda que 80% das pessoas acham difícil manter as contas em dia, um indicador do aperto que muitas famílias enfrentam, conforme informação divulgada pelo g1.

Onde o capixaba gasta mais

O gasto médio mensal com supermercado no Espírito Santo é de R$ 1.030, acima da média nacional de R$ 930, mostrando que alimentos e itens básicos pesam mais no orçamento capixaba.

Nas contas recorrentes, como água, luz, internet e streaming, a média nacional é de R$ 520 por mês, e os capixabas gastam o mesmo valor nessa categoria.

Moradia tem maior impacto

As despesas com moradia no Espírito Santo chegam a R$ 1.320 por mês, acima da média nacional de R$ 1.100, e também superiores à média da Região Sudeste, o que torna esse item um dos principais responsáveis pelo custo de vida no Espírito Santo.

“Quando as despesas essenciais ocupam uma fatia tão grande do orçamento, sobra menos espaço para ajustes e imprevistos”, afirmou Aline Vieira, especialista da Serasa em educação financeira.

Saúde, lazer e cuidados pessoais

Em saúde e atividade física, a média nacional é de R$ 540, enquanto no Espírito Santo sobe para R$ 560. No lazer, a média nacional é de R$ 340, e no estado alcança R$ 400.

Cuidados pessoais, como barbearia, manicure e tratamentos estéticos, custam em média R$ 170 ao mês no Espírito Santo, o terceiro valor mais alto do país, atrás do Ceará com R$ 180, e empatado com Distrito Federal e Mato Grosso com R$ 170.

Percepção sobre mudança e reorganização do orçamento

Apesar do peso do custo de vida, poucos brasileiros planejam mudar de cidade para economizar, apenas um em cada dez entrevistados cogita essa possibilidade para 2026.

“As variações regionais mostram que o custo de vida está diretamente ligado ao contexto econômico local”, explicou Aline Vieira, e ela ressalta ainda que “O principal desafio está mais relacionado à reorganização do orçamento do que à mobilidade geográfica”.