Custo de vida no Espírito Santo supera a média do Brasil, com supermercado, moradia e cuidados pessoais pressionando o orçamento, aponta pesquisa da Serasa
Dados detalham gastos médios mensais e indicam que itens essenciais e serviços pessoais elevam o custo de vida no Espírito Santo, reduzindo folga para imprevistos
O levantamento revela diferenças claras entre o Espírito Santo e a média nacional, com impacto direto no dia a dia das famílias.
As despesas com supermercado, moradia e contas recorrentes concentram a maior parte do orçamento, e muitos capixabas relatam dificuldade para fechar as contas no fim do mês.
Os números e análises a seguir foram divulgados em relatório usado pelo g1, conforme informação divulgada pelo g1.
Quanto custam os principais itens que pressionam o orçamento
O gasto médio mensal com supermercado no Espírito Santo é de R$ 1.030, acima da média brasileira, de R$ 930. Em contas recorrentes, como água, luz, internet e streaming, a média nacional é de R$ 520 por mês, valor igual ao gasto médio no Espírito Santo.
As despesas com moradia, que incluem aluguel, condomínio ou financiamento, chegam a R$ 1.320 no Espírito Santo, acima da média nacional de R$ 1.100, e acima da média da Região Sudeste, tornando esse item um dos que mais pesam no orçamento capixaba.
Com transporte, a média nacional é de R$ 350, e é o mesmo valor observado no Espírito Santo. Em saúde e atividade física, a média nacional é de R$ 540, enquanto no Espírito Santo sobe para R$ 560.
No lazer, o brasileiro gasta em média R$ 340 por mês, já no Espírito Santo o valor médio é de R$ 400. Em compras em geral, como calçados e cosméticos, a média nacional é de R$ 390, e no Espírito Santo fica em torno de R$ 380.
Os gastos com cuidados pessoais, como barbearia, manicure e tratamentos estéticos, somam em média R$ 170 por mês no Espírito Santo, sendo esse o terceiro maior valor do país, atrás do Ceará, com R$ 180, e do Distrito Federal, com R$ 170, e empatado com Mato Grosso, também com R$ 170.
O peso das despesas essenciais no dia a dia das famílias
As despesas básicas, supermercado, contas recorrentes e moradia, concentram a maior parte dos gastos mensais das famílias, representando juntas 57% do orçamento dos brasileiros. Esses três itens também são apontados como os mais difíceis de manter em dia.
Aline Vieira, especialista da Serasa em educação financeira, resume o problema, “Quando as despesas essenciais ocupam uma fatia tão grande do orçamento, sobra menos espaço para ajustes e imprevistos”. Essa pressão reduz a capacidade de resposta a eventos inesperados e limita economias.
Variações regionais e comportamento sobre mudança de cidade
Segundo a análise, as variações regionais mostram que o custo de vida está ligado ao contexto econômico local, como destacou Aline Vieira, “As variações regionais mostram que o custo de vida está diretamente ligado ao contexto econômico local”.
Mesmo com o peso do custo de vida, a maioria dos brasileiros não considera mudar de cidade para economizar. Apenas um em cada dez entrevistados diz cogitar essa possibilidade em 2026, indicando que a reorganização do orçamento aparece como alternativa mais frequente do que a mobilidade geográfica.
O que o capixaba deve ficar atento
Os dados revelam que, no Espírito Santo, a combinação de supermercado mais caro, moradia acima da média e gastos com serviços pessoais torna a gestão do orçamento mais desafiadora. Priorizar reserva para emergências, revisar contratos de moradia e serviços, e comparar preços no supermercado podem ser medidas que ajudam a reduzir o aperto financeiro.
Os números apresentados oferecem um panorama para consumidores e formuladores de políticas entenderem onde o orçamento familiar está mais exposto, e para que decisões locais e pessoais possam ser tomadas com base nas diferenças regionais apontadas pela pesquisa usada pelo g1.