quinta-feira, junho 4, 2026

Daniel Vorcaro depoimento em Brasília, dono do Banco Master vai ao STF para acareação sobre venda ao BRB e decisão do Banco Central, caso segue sob sigilo

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Daniel Vorcaro depoimento será realizado no Supremo, em procedimento acompanhado por juiz auxiliar de Dias Toffoli e representante do Ministério Público, com oitivas da Polícia Federal

O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, chegou a Brasília na manhã desta terça-feira e segue para prestar depoimento no Supremo Tribunal Federal.

Segundo relatos, a movimentação teve chegada ao Aeroporto de Brasília e entrada do veículo oficial na garagem do STF, com a investigação ainda em sigilo e atenção do mercado financeiro.

Os detalhes das oitivas e possíveis divergências entre versões serão examinados pela delegada responsável, com a possibilidade de acareação, conforme informação divulgada pelo g1.

Chegada e cronograma das oitivas

Ao chegar a Brasília, foi registrado que “O carro onde Vorcaro estava entrou na garagem do Supremo Tribunal Federal (STF).” Em nota de circulação pública também consta que “Ele chegou em um voo de carreira no Aeroporto de Brasília por volta das 11h.”, cita o g1.

Conforme a agenda informada, “A Polícia Federal vai colher, a partir das 14h, os depoimentos de Vorcaro, do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, e do diretor de Fiscalização do Banco Central do Brasil, Ailton de Aquino Santos.” A delegada avaliará as versões e, se necessário, poderá determinar uma acareação.

Negociações entre Banco Master e BRB e possíveis divergências

Relatos da apuração mostram que Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa participaram juntos das negociações para a venda do Master ao BRB. Paulo Henrique, ex-presidente do BRB, havia defendido a operação como solução para a crise da instituição, antes de ser demitido em meio às investigações.

Investigadores apontam chance de divergência no depoimento de Ailton de Aquino Santos, diretor do BC, que, embora não seja investigado, analisou alternativas como aporte, troca de diretoria, venda e liquidação do banco.

Decisão do Banco Central e reação do mercado

O processo administrativo do BC resultou na rejeição da venda e na liquidação do Master, após análise técnica. Nas apurações consta que “A venda do Master ao BRB foi vetada pela Diretoria de Organização do Sistema Financeiro do BC, comandada por Renato Gomes.”

Além disso, “A decisão final foi tomada pela diretoria colegiada do Banco Central, que aprovou a liquidação por unanimidade.” Entidades do setor financeiro divulgaram notas em defesa da autonomia e da atuação técnica do Banco Central, alertando para riscos de fragilizar a autoridade do regulador.

O que a investigação aponta e os pontos centrais do inquérito

Sobre a origem da crise, “A apuração aponta que o banco adquiriu créditos de uma empresa chamada Tirreno sem efetuar pagamento e, em seguida, vendeu esses ativos ao BRB, que teria desembolsado cerca de R$ 12 bilhões.”, informa o g1.

Segundo a Polícia Federal, “o Banco Master não teria recursos suficientes para honrar títulos com vencimento em 2025.” O inquérito começou em 2024 na Justiça Federal e tramita em sigilo no STF desde o início de dezembro.

O relator do caso, ministro Dias Toffoli, determinou a acareação, medida que gerou questionamentos, inclusive de instâncias como a Procuradoria-Geral da República e do próprio Banco Central, e que será acompanhada por juiz auxiliar do gabinete de Toffoli e por representante do Ministério Público, conforme informação divulgada pelo g1.

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