Dario Durigan deve ser o novo ministro da Fazenda, Ceron será o número 2 e Esplanada pode ter mudanças na Secretaria de Reformas Econômicas

Dario Durigan ministro da Fazenda reforça núcleo econômico de Haddad, Ceron assume Secretaria Executiva, e alterações podem atingir a Secretaria de Reformas Econômicas

O tabuleiro da Esplanada pode ganhar novo formato com a indicação de Dario Durigan ministro da Fazenda, em anúncio que rearranja o comando econômico do governo.

Na proposta em análise, Alexandre Ceron, braço técnico do ministério, seria promovido a número 2, assumindo a Secretaria Executiva e preenchendo uma vaga estratégica.

As mudanças abrem caminho para revisão na Secretaria de Reformas Econômicas, atualmente dirigida por Marcos Pinto, e para um desenho distinto da pasta econômica, conforme informação divulgada pelo g1.

Trajetória e vínculos de Durigan

Durigan tem atuação próxima ao núcleo político do ministro, e trabalhou com Haddad, como assessor especial da Prefeitura de São Paulo, na época em que o atual ministro era prefeito.

Além do vínculo com a gestão municipal, Durigan ocupa posições relevantes no setor privado e financeiro, ele é Conselheiro do Conselho Fiscal da Vale e presidente do conselho de administração do Banco do Brasil, funções que reforçam seu perfil técnico e ligado ao mercado.

Ceron, a peça para a máquina pública

Na avaliação interna, a promoção de Ceron para a Secretaria Executiva preenche a vaga deixada por Durigan com alguém que domina a máquina pública e o cofre do governo, segundo a apuração, integrando experiência administrativa e conhecimento sobre as finanças do Estado.

O movimento sinaliza prioridade em estabilidade operacional no ministério, com um número 2 capaz de tocar a execução orçamentária e dialogar com setores técnicos do governo.

Impacto na Secretaria de Reformas Econômicas

Com o novo desenho, há expectativa de ajustes na Secretaria de Reformas Econômicas, hoje comandada por Marcos Pinto, que pode sofrer mudanças de liderança ou de agenda, à medida que o ministério reorganiza funções e prioridades.

Fontes e interlocutores políticos avaliam que a recomposição busca equilibrar a agenda política e a implementação técnica das reformas, preservando a capacidade de articulação do Ministério da Fazenda.

O que vem a seguir

O anúncio formal da indicação e as eventuais mudanças na Esplanada devem ocorrer nas próximas movimentações do governo, enquanto o núcleo político define a distribuição de cargos e atribuições.

Observadores acompanham a transição com atenção, porque a pasta econômica terá papel central na condução do orçamento e das reformas nos próximos meses.