Dario Durigan deve ser o novo ministro da Fazenda de Fernando Haddad, Ceron sobe para secretário executivo e Secretaria de Reformas Econômicas pode ser redesenhada
Nomeação de Dario Durigan amplia o núcleo econômico de Haddad, Ceron assume como número 2 na Esplanada, e equipe avalia mudanças na Secretaria de Reformas Econômicas visando coordenação fiscal
A movimentação na Esplanada ganhou força com a indicação de que Dario Durigan deve assumir a pasta da Fazenda, em um ajuste que reforça a presença política e técnica do ministro Fernando Haddad.
Com a promoção de Ceron para a Secretaria Executiva, a equipe econômica busca preencher a vaga deixada por Durigan com alguém familiarizado com a máquina pública e o cofre do governo.
As mudanças também abrem espaço para reavaliações na Secretaria de Reformas Econômicas, hoje sob comando de Marcos Pinto, num redesenho que pode alterar atribuições e coordenação das políticas econômicas, conforme informação divulgada pelo g1
Perfil e trajetória de Dario Durigan
Dario Durigan trabalhou com Fernando Haddad quando o atual ministro era prefeito de São Paulo, atuando como assessor especial na gestão municipal, experiência que aproxima Durigan da articulação política e administrativa do palácio.
Além da atuação na prefeitura, Durigan ocupa posições em conselhos importantes, ele é membro do Conselho Fiscal da Vale e preside o conselho de administração do Banco do Brasil, papeis que ampliam sua visibilidade no mercado e em estruturas financeiras.
Promoção de Ceron e a dança das cadeiras
A promoção de Ceron para a Secretaria Executiva preenche a vaga deixada por Durigan, com alguém que domina a máquina pública e o cofre do governo, segundo a apuração.
Esse movimento consolida Ceron como o número 2 da equipe econômica de Haddad, função que exige articulação com ministérios e capacidade de coordenar a execução orçamentária do governo.
O que pode mudar na Secretaria de Reformas Econômicas
A possível reformulação da Secretaria de Reformas Econômicas, atualmente comandada por Marcos Pinto, pode implicar ajustes na agenda de privatizações, regulação e reformas estruturais, para alinhar prioridades com a nova equipe da Fazenda.
Fontes indicam que o redesenho visa também centralizar decisões fiscais e de reformas, reduzindo sobreposições e acelerando a implementação de medidas consideradas prioritárias pelo ministro Haddad.
Impacto político e próximos passos
Analistas avaliam que a nomeação de Durigan e a promoção de Ceron são sinais de busca por maior coordenação entre política fiscal e execução administrativa, com atenção às forças no Congresso e ao mercado.
Nos próximos dias, a Esplanada deve anunciar oficialmente as mudanças e detalhar as atribuições dos novos nomes, e o mercado ficará atento a sinais sobre continuidade de políticas e eventuais alterações na agenda econômica.