Desabamento de prédio no Líbano provoca mortes e feridos em Trípoli, autoridades relatam evacuação de vizinhança, pedidos de mobilização de emergência e risco de novos colapsos
Equipes de resgate e moradores se juntaram para trabalhar nos escombros de um prédio residencial de cinco andares em Trípoli, no norte do Líbano.
Até o momento foram confirmadas 6 mortes e 7 feridos, e há relatos de várias pessoas desaparecidas, segundo autoridades locais.
O colapso reacendeu o alerta sobre a segurança de prédios antigos na cidade, e moradores pedem resposta imediata do poder público, conforme informação divulgada pelo g1.
Busca e resgate em meio aos escombros
Equipes de resgate, agentes da Defesa Civil e moradores trabalham sem parar para localizar sobreviventes entre os destroços.
Segundo a Al Jazeera, o edifício abrigava cerca de 20 famílias, e a operação foi dificultada pela aglomeração de populares no local.
Agentes da Defesa Civil pediram repetidamente que a multidão recuasse para facilitar a chegada de ambulâncias e máquinas pesadas, e o clima no entorno chegou a ficar tenso.
Vítimas, declarações e risco estrutural
O prefeito de Trípoli, Abdel Hamid Karimeh, afirmou que ainda há vários desaparecidos e alertou para a condição de muitos prédios na cidade.
Em coletiva, Karimeh disse, “O problema está além da capacidade da prefeitura de Trípoli, e cada vida perdida na cidade é de responsabilidade do Estado”, segundo relatos citados pela imprensa.
Autoridades locais alertam que milhares de estruturas podem correr risco de colapso, e moradores exigem inspeções e abrigos imediatos.
Reações oficiais e medidas emergenciais
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou que está monitorando a situação em coordenação com o ministro do Interior, e foi solicitada a mobilização completa dos serviços de emergência.
Foi também pedido o fornecimento de abrigo aos moradores do prédio que desabou e aos moradores dos prédios vizinhos que foram evacuados, conforme comunicados oficiais citados pela mídia.
Relatos indicam que houve revolta entre vizinhos, com um jovem dizendo à imprensa que a população havia avisado sobre o perigo das construções e cobrando maior responsabilidade do Estado.
O que vem a seguir
As equipes precisam de acesso irrestrito para usar máquinas pesadas e ambulâncias, e autoridades avaliam a condição de prédios próximos para evitar novos desabamentos.
O cenário segue em evolução, e órgãos locais e internacionais podem ser acionados para apoiar buscas, atendimentos e realocação de famílias afetadas.
Esta reportagem está em atualização, e as informações foram reunidas a partir das reportagens iniciais divulgadas pelo g1 e por veículos que cobriram o caso no local.