quinta-feira, junho 4, 2026

Dólar abre em alta com operação da PF, liquidação da Reag e dados dos EUA, enquanto Ibovespa atinge nova máxima histórica e mercados reagem

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Mercado doméstico e externo se cruzam, com a liquidação da Reag e indicadores americanos, como vendas no varejo e preços ao produtor, influenciando o comportamento do dólar

O dia começou com o dólar reagindo a uma combinação de fatos no Brasil e no exterior, e o Ibovespa na expectativa de abrir a sessão em continuidade à máxima histórica registrada na véspera.

No cenário interno, investigações envolvendo instituições financeiras e medidas regulatórias chamam a atenção dos investidores, e no externo dados econômicos dos Estados Unidos voltam ao radar, afetando o apetite por risco.

As informações destacadas nesta reportagem seguem, conforme informação divulgada pelo g1.

Cenário doméstico, operação da PF e liquidação

No Brasil, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Reag Investimentos, atualmente denominada CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A, com sede em São Paulo, e a empresa esteve no centro da segunda fase da Compliance Zero, deflagrada na quarta-feira, 14. O fundador e ex-executivo da Reag, João Carlos Mansur, foi alvo de mandados de busca e apreensão, notícia que elevou o grau de atenção sobre o sistema financeiro.

Esses episódios contribuem para incerteza no mercado cambial e influenciam fluxos de curto prazo para o dólar, na medida em que agentes reavaliam exposição a ativos locais.

Indicadores dos EUA, inflação e consumo

No exterior, investidores acompanharam a divulgação do pedido semanal de auxílio-desemprego e indicadores de inflação. As vendas no varejo dos EUA subiram 0,6% em novembro, ante expectativa de alta de 0,4%, segundo dados do Departamento de Comércio dos EUA, via Census Bureau, com aumento puxado por famílias de renda mais alta.

O índice de preços ao produtor avançou 0,2% em novembro, após alta de 0,1% em outubro, e acumulou alta de 3,0% em 12 meses até novembro, acima dos 2,8% registrados em outubro, informou o Departamento do Trabalho dos EUA, por meio do Escritório de Estatísticas do Trabalho.

Relatos do Livro Bege do Fed mostraram leve melhora da atividade, com perspectivas ligeiramente otimistas e preços crescendo a uma taxa moderada na maior parte dos distritos, fatores que indicam pouco impacto nas expectativas de juros no curto prazo.

Desempenho dos mercados e números do dia

Na véspera, o dólar avançou 0,49%, cotado a R$ 5,4016, enquanto a bolsa disparou 1,96%, aos 165.146 pontos, marcando nova máxima histórica. No acumulado, o dólar registrou na semana +0,68%, no mês -1,59%, e no ano -1,59%, conforme os dados disponibilizados.

O Ibovespa tinha acumulados de semana +1,09%, mês +2,50%, e ano +2,50%. Entre demais movimentações globais, Wall Street fechou em queda na quarta-feira, com o Nasdaq recuando 0,96%, aos 23.481,19 pontos, o S&P 500 caindo 0,53%, aos 6.927,03 pontos, e o Dow Jones recuando 0,07%, para 49.158,62 pontos.

Na Europa, o STOXX 600 avançou 0,12%, o FTSE de Londres subiu 0,33%, o DAX de Frankfurt recuou 0,50%, e o CAC 40 de Paris caiu 0,12%. Na Ásia, destaque para Nikkei +1,48% (54.341 pontos), Hang Seng +0,56% (26.999 pontos), Xangai SSEC -0,31% (4.126 pontos), CSI300 -0,40% (4.741 pontos), Kospi +0,65% (4.723 pontos), Taiex +0,76% (30.941 pontos) e Straits Times +0,11% (4.812 pontos).

O que os investidores devem observar

Para entender os próximos passos do dólar, é essencial monitorar desdobramentos da investigação e medidas regulatórias no Brasil, e também a divulgação de pedidos de auxílio-desemprego e possíveis surpresas em indicadores de preços nos EUA.

Além disso, operações corporativas, como o protocolo de oferta pública inicial do Agibank na Bolsa de Nova York, podem influenciar apetite por risco e fluxos internacionais, contribuindo para oscilações no câmbio.

Em resumo, a combinação de tensão doméstica e dados americanos mantém o dólar em foco, e a volatilidade pode permanecer até que haja sinais mais claros sobre a estabilidade do sistema financeiro local e a trajetória da economia norte-americana.

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