quinta-feira, junho 4, 2026

Dólar abre em alta com tarifa adicional de 10% dos EUA em vigor e dados do setor externo brasileiro, veja como tarifas e déficit externo afetam a cotação

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Dólar sobe com entrada em vigor da tarifa dos EUA de 10%, discursos do Fed no radar e leitura do déficit em transações correntes do Brasil, acompanhe os números

O dólar iniciou a sessão desta terça-feira (24) em alta, com avanço de 0,06% pouco depois das 9h, cotado a R$ 5,1720. A alta reflete a combinação de incertezas sobre política comercial nos Estados Unidos, e a chegada de dados externos do Brasil.

No ambiente doméstico, investidores digerem números do setor externo, enquanto no exterior a pauta é dominada por mudanças nas tarifas e pela agenda de discursos do Federal Reserve. Fique atento às reações dos mercados locais e internacionais.

conforme informação divulgada pelo g1

Tarifas dos EUA entram em vigor e ampliam incerteza

Os EUA passaram a aplicar, a partir de hoje, uma tarifa adicional de 10% sobre todos os produtos que não estejam cobertos por isenções, informa aviso da Alfândega e Proteção de Fronteiras. A medida corresponde à taxa inicialmente anunciada pelo presidente Donald Trump na sexta-feira (20), e não aos 15% mencionados posteriormente.

A adoção da tarifa adicional de 10% aumenta a imprevisibilidade sobre a política comercial americana, e deixa investidores na defensiva às vésperas do discurso do presidente no Estado da União, que será às 23h, horário de Brasília.

Dados do setor externo brasileiro, números e impactos

As transações correntes do balanço de pagamentos registraram déficit de US$ 8,4 bilhões em janeiro de 2026, menor que o rombo de US$ 9,8 bilhões no mesmo mês de 2025. O resultado aponta uma melhora relativa nas contas externas do país.

No acumulado de 12 meses até janeiro de 2026, o déficit em transações correntes recuou para US$ 67,6 bilhões, o equivalente a 2,92% do PIB. Em dezembro de 2025, o déficit era de US$ 69,0 bilhões, e em janeiro de 2025, de US$ 72,4 bilhões.

A balança comercial de bens registrou superávit de US$ 3,5 bilhões em janeiro de 2026, acima dos US$ 1,4 bilhão de janeiro de 2025. As exportações somaram US$ 25,3 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 21,8 bilhões. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, as exportações caíram 1,2%, e as importações recuaram 10,0%.

Mercados, agenda e leituras que influenciam o câmbio

Na véspera, a moeda americana teve queda de 0,14%, cotada a R$ 5,1685. A bolsa caiu 0,88%, aos 188.853 pontos. Os acumulados divulgados mostram, para o dólar, “Acumulado da semana: -0,14%;Acumulado do mês: -1,51%;Acumulado do ano: -5,83%” e, para o Ibovespa, “Acumulado da semana: -0,88%;Acumulado do mês: +4,13%;Acumulado do ano: +17,21%.”

Além das tarifas americanas, discursos de dirigentes do Federal Reserve ao longo do dia estarão no radar dos investidores, além da divulgação da pesquisa semanal da ADP sobre criação de vagas no setor privado, cuja leitura anterior indicou abertura de 10,25 mil postos de trabalho.

No exterior, a sessão foi marcada por pressão na Europa, com o índice STOXX 600 recuando 0,45%, para 627,70 pontos, o DAX caindo 1,06%, a 24.991,97 pontos, e o CAC 40 recuando 0,22%, para 8.497,17 pontos. Já na Ásia, bolsas como o Hang Seng subiram 2,5%, aos 27.081,91 pontos, e o Kospi avançou 0,7%, para 5.846,09 pontos.

O que observar nas próximas horas

Investidores devem monitorar a reação do mercado às novas tarifas americanas, as falas do Fed, e dados adicionais do setor externo brasileiro. Movimentos de curto prazo na cotação do dólar tendem a refletir tanto ruídos políticos quanto sinais concretos de melhora nas contas externas.

Com a combinação de tarifa adicional de 10% nos EUA e números de déficit mais baixos no Brasil, a próxima reação do câmbio dependerá da leitura dos mercados sobre riscos comerciais e fluxos de capitais.

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