Dólar inicia a sessão em alta, avançando 0,14% às 9h02 até R$ 5,3906, enquanto investidores avaliam produção industrial no Brasil e números de emprego nos EUA
O dólar comercial abriu em alta nesta quinta-feira, com a cotação reagindo a uma agenda cheia de indicadores domésticos e externos.
Os investidores monitoram dados de produção industrial no Brasil, e nos Estados Unidos olham para pedidos de auxílio-desemprego e a balança comercial.
As informações sobre a moeda e o mercado foram acompanhadas com atenção pelo mercado financeiro, conforme informação divulgada pelo g1.
Movimento do câmbio e leituras imediatas
Na abertura, o dólar estava avançando 0,14% às 9h02, aos R$ 5,3906. Na véspera, a moeda americana teve um avanço de 0,12%, cotada em R$ 5,3858.
O acumulado do dólar é relevante para entender a direção recente do mercado, com os números divulgados indicando: Acumulado da semana: -0,70%;Acumulado do mês: -1,87%;Acumulado do ano: -1,87%.
Por que o dólar reage aos dados de hoje
Os investidores esperam os dados da produção industrial de novembro no Brasil, com expectativa de crescimento de 0,2% no mês e queda de 0,1% no acumulado de 12 meses. Dados fracos podem pressionar a moeda local, enquanto números melhores tendem a aliviar o dólar.
Nos Estados Unidos, a previsão era de cerca de 210 mil pedidos de Auxílio-Desemprego, e a balança comercial esperava um déficit de US$ 58,9 bilhões. Esses indicadores ajudam a compor a visão sobre o mercado de trabalho e o comércio, influenciando fluxos cambiais.
Impacto do petróleo venezuelano e falas de líderes
As declarações do presidente Donald Trump sobre a Venezuela também mexem com o mercado, após anúncio sobre vendas de petróleo venezuelano aos EUA. Trump afirmou que o governo americano deve continuar “administrando” a Venezuela e extraindo petróleo das reservas do país “por muitos anos”.
Segundo a publicação, o governo interino, assumido por Delcy Rodríguez, “está nos dando tudo o que consideramos necessário”. O Departamento de Energia informou que as vendas já começaram e que toda a receita proveniente da venda da commodity do país será depositada em contas controladas pelos EUA.
Foi informado também que “O petróleo será transportado por navios de armazenamento e levado diretamente a terminais de descarga nos Estados Unidos”. O total de petróleo que será entregue aos EUA corresponde a cerca de dois meses da produção atual venezuelana, o que pode ampliar a oferta internacional e influenciar moedas e bolsas.
Cenário dos mercados e o efeito no Ibovespa
No fechamento anterior, as bolsas dos EUA ficaram sem direção única, com o Nasdaq Composite em alta de 0,17%, enquanto S&P 500 e Dow Jones recuaram 0,34% e 0,96%, respectivamente. Essas variações ajudam a explicar o sentimento global que chega ao mercado brasileiro.
O Ibovespa também é acompanhado de perto pelos investidores locais, com os números acumulados divulgados assim: Acumulado da semana: +0,92%;Acumulado do mês: +0,55%;Acumulado do ano: +0,55%. A reação do índice depende tanto de dados domésticos, como a produção industrial, quanto de fatores externos, como petróleo e emprego nos EUA.
Em resumo, o dólar abre em alta em um dia de decisões e indicadores relevantes, com as atenções divididas entre a atividade industrial brasileira, os pedidos de auxílio-desemprego americanos e as novas movimentações de petróleo venezuelano.