Dólar abre em baixa, recua a R$ 5,2418 com investidores de olho em dados dos EUA, relatório Jolts, balanços bancários e expectativas sobre resultados da Amazon
Cenário combina cautela por relatório Jolts adiado, previsão de superávit comercial e balanços do setor financeiro, com impacto no câmbio e na bolsa
O mercado doméstico iniciou o dia em movimentação cautelosa, com o dólar recuando logo na abertura e investidores monitorando dados econômicos nos Estados Unidos, além de balanços de grandes bancos.
Paralelamente, a temporada de resultados no Brasil segue influenciando a performance do Ibovespa, diante do peso do setor financeiro na composição do índice.
As informações do dia e os números do fechamento anterior ajudam a formar o tom dos negócios, conforme informação divulgada pelo g1
Abertura do câmbio e dados recentes
O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (5) em queda, recuando 0,15% na abertura, aos R$ 5,2418, e trazendo leve alívio após a estabilidade do pregão anterior.
Na véspera, o dólar fechou estável, cotada a R$ 5,2495, enquanto a bolsa caiu 2,14%, aos 181.708 pontos, mostrando que movimentos em ações podem pressionar o apetite por risco, e refletir na cotação da moeda.
Entre os indicadores internacionais, o principal destaque é a divulgação do relatório Jolts, que mostra o número de vagas de emprego em aberto nos EUA, indicador que foi adiado e ganhou atenção do mercado, por ter sido inicialmente previsto para terça-feira (3), e ter sido adiado por causa da paralisação parcial do governo americano.
Temporada de balanços e impacto no Ibovespa
A temporada de balanços do quarto trimestre de 2025 segue dirigindo parte da volatilidade por aqui, uma vez que bancos têm peso importante no índice. O Itaú, por exemplo, apresentou lucro líquido de R$ 12,32 bilhões no quarto trimestre, e o resultado representou alta de 3,7% em relação ao trimestre anterior e de 13,2% na comparação anual, dados que superaram as expectativas dos analistas.
Por outro lado, o Santander registrou um lucro líquido de R$ 4,1 bilhões no quarto trimestre de 2025, porém o resultado antes do pagamento de impostos ficou abaixo das projeções e menor do que no mesmo período do ano anterior, movimentando negativamente as ações do setor.
Esses movimentos se espalharam pelo setor bancário, com papéis do Santander, Banco do Brasil, Bradesco e Itaú registrando recuos em sessão recente, o que ajuda a pressionar o Ibovespa.
Ambiente externo e bolsas globais
Em Wall Street, o sentimento dos investidores foi afetado por notícias corporativas, entre elas a previsão de gastos da Alphabet com inteligência artificial acima do esperado, e a atenção se volta agora aos resultados da Amazon.
Os mercados globais fecharam a sessão anterior com sinais mistos, com o Dow Jones registrando um avanço de 0,53%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq caíram 0,51% e 1,51%, respectivamente. Na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600 registrou um novo recorde de fechamento, embora com ganhos modestos.
Na Ásia, a maioria das praças encerrou em alta, sustentada por consumo e energia na China, com índices como o CSI300 avançando 0,83% e o SSEC de Xangai subindo 0,85%.
O que acompanhar hoje
No calendário doméstico, a agenda traz a divulgação da balança comercial de janeiro, com a expectativa de um superávit de US$ 3,8 bilhões, número que pode influenciar o fluxo de dólares e a cotação da moeda.
No Brasil, o Bradesco deve divulgar seus resultados após o fechamento da bolsa, e o desempenho do setor bancário seguirá sendo determinante para o humor do Ibovespa e, indiretamente, para a demanda por dólar.
Além disso, os investidores monitoram a temporada de balanços nos EUA, em especial os desdobramentos dos gastos com tecnologia, que têm repercussão global e podem aumentar a volatilidade nos mercados de câmbio e ações.
Dados de curto prazo do mercado indicam os seguintes acumulados, fornecidos às mesas, Acumulado da semana: +0,04%;Acumulado do mês: +0,04%;Acumulado do ano: -4,36%, e para a bolsa, Acumulado da semana: +0,19%;Acumulado do mês: +0,19%;Acumulado do ano: +12,77%.
Os investidores seguem atentos a sinais de reação no risco, à agenda econômica internacional e a resultados corporativos que podem renovar o interesse por ativos locais, e com isso influenciar a trajetória do dólar ao longo do dia.