Dólar abre em leve alta, atento ao PCE e ao PIB dos EUA, e ao alívio global após recuo de Trump sobre tarifas e a Groenlândia, Ibovespa em alta histórica

Dólar reage a indicadores americanos, sinais de alívio no exterior e ao movimento que devolveu apetite a ativos de risco, com reflexo no Ibovespa

O mercado cambial iniciou a sessão em leve alta, em um dia em que dados de inflação e atividade nos Estados Unidos dividem atenção com desdobramentos da política externa americana.

O movimento global de risco, após recuo de medidas protecionistas anunciadas na véspera, favoreceu a migração de recursos para mercados emergentes, com destaque para a bolsa brasileira.

Na véspera, a moeda americana recuou 1,13%, a R$ 5,3196. Já o Ibovespa encerrou com alta de 3,33%, o maior ganho diário desde abril de 2023, chegando aos 171.817 pontos, conforme informação divulgada pelo g1

Como abriu o mercado

O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira com avanço de 0,03%, cotado a R$ 5,3213, e o Ibovespa abriu com a atenção voltada para os resultados das bolsas no exterior.

Dados oficiais divulgados pelo g1 mostram ainda indicadores de acumulados que ajudam a mapear o movimento recente: Acumulado da semana: -0,98%;Acumulado do mês: -3,08%;Acumulado do ano: -3,08%.

Agenda econômica nos EUA

Nos Estados Unidos, o foco está no indicador de inflação e na leitura final do produto interno bruto, que guiam as expectativas sobre a política monetária do Federal Reserve.

Conforme divulgado pelo g1, “Nos EUA, os investidores acompanham a divulgação do PCE de novembro, indicador de inflação utilizado pelo Federal Reserve. A publicação foi adiada devido ao shutdown que terminou em novembro, após 43 dias de paralisação do governo.”

O mesmo calendário traz a leitura final do Produto Interno Bruto do terceiro trimestre, com “expectativa de crescimento anualizado de 4,3%”, e os dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego, apontou a reportagem.

Impacto no mercado brasileiro

O ambiente externo mais calmo tem impulsionado o fluxo para ações, com o índice local registrando fortes ganhos. Em sessão anterior o Ibovespa alcançou um novo recorde de fechamento.

Além do fechamento recorde, o g1 registra que durante o pregão o índice chegou a máxima intradia de 171.969,01 pontos, refletindo o cenário externo mais favorável. No mesmo relatório, os acumulados do principal índice foram informados como Acumulado da semana: +4,26%;Acumulado do mês: +6,64%;Acumulado do ano: +6,64%.

Cenário diplomático e reação dos mercados

O alívio global nas últimas horas está ligado ao recuo do presidente americano sobre ameaças comerciais e a negociações envolvendo a Groenlândia, o que reduziu a percepção de risco.

Em postagem, o presidente afirmou, “Com base em uma reunião muito produtiva que tive com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, formamos a estrutura de um futuro acordo relacionado à Groenlândia e, na prática, a toda a região do Ártico”, e disse que a solução “será muito positiva para os EUA e para todos os países da Otan”.

Depois do encontro, Trump afirmou também ter decidido recuar das tarifas de 10% impostas a países europeus, movimento que ajudou a melhorar o humor em Wall Street e em outras praças globais.

Autoridades europeias, contudo, minimizaram entendimentos sobre soberania, com posições públicas da Dinamarca e da Otan negando negociação de cessão de soberania da Groenlândia, segundo apuração do g1.

No conjunto, a combinação entre indicadores americanos na agenda e sinais de menor tensão geopolítica manteve o dólar em movimento contido e renovou o interesse por ativos de maior risco, com reflexo imediato no mercado brasileiro.