Dólar abre em leve alta e fica atento a PCE e PIB dos EUA, alívio externo e recuo de tarifas que impulsionam Ibovespa, veja cotações e impactos
Dólar inicia em R$ 5,3213 com investidores monitorando PCE de novembro, leitura final do PIB e sinais de menor tensão entre EUA e Europa que favorecem mercados emergentes
O dólar começou a sessão em leve alta, com avanço de 0,03% na abertura, cotado a R$ 5,3213, em um dia em que o mercado está atento a indicadores americanos e ao alívio no cenário externo.
Na véspera, a moeda americana recuou 1,13%, a R$ 5,3196. Já o Ibovespa encerrou com alta de 3,33%, o maior ganho diário desde abril de 2023, chegando aos 171.817 pontos.
Os dados de inflação e atividade dos EUA, junto com desdobramentos recentes da política externa americana, comandam o humor dos investidores, conforme informação divulgada pelo g1
Como abriu o dia
O dólar abriu em leve alta, depois de ter recuado na véspera. A cotação de R$ 5,3213 reflete um mercado que opera com menos aversão ao risco nesta manhã.
Os acumulados mostram movimento de queda para a moeda no curto prazo, com o acumulado da semana em -0,98%, o acumulado do mês em -3,08% e o acumulado do ano também em -3,08%.
Agenda americana e indicadores que importam
Os investidores nos EUA acompanham a divulgação do PCE de novembro, o indicador de inflação preferido pelo Federal Reserve, cuja publicação foi adiada por conta do shutdown que acabou em novembro.
Ainda na agenda americana, sai a leitura final do Produto Interno Bruto do terceiro trimestre, com expectativa de crescimento anualizado de 4,3%. Também estão previstos os dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego.
Alívio externo, recuo de tensões e efeito nas bolsas
O alívio no cenário internacional veio depois que o presidente dos EUA recuou da imposição de tarifas a oito países europeus e disse ter chegado a um entendimento sobre a Groenlândia com a Otan.
Em Davos, o presidente afirmou, “Com base em uma reunião muito produtiva que tive com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, formamos a estrutura de um futuro acordo relacionado à Groenlândia e, na prática, a toda a região do Ártico”.
O recuo nas ameaças reduziu a percepção de risco, o que favoreceu a migração de recursos para mercados emergentes e ajudou o Ibovespa a atingir recorde de fechamento, em 171.816,67 pontos, segundo levantamento do dia anterior.
Reação dos mercados globais
Em Wall Street, os contratos futuros indicavam alta por volta das 9h15, com o Dow Jones subindo 0,41%, o S&P 500 avançando 0,60% e o Nasdaq com ganho de 0,87%.
Na Europa, o STOXX 600 subia 1,08%, enquanto o DAX da Alemanha avançava 1,18%, o CAC 40 tinha alta de 0,93%, o FTSE MIB ganhava 0,96% e o FTSE 100 de Londres subia 0,43%.
Na Ásia, os mercados fecharam com leves ganhos, com destaque para o Nikkei de Tóquio, que avançou 1,7%, e índices como KOSPI e Taiwan com valorização, o que contribuiu para o clima positivo para ativos de risco.
Cenário doméstico e leitura para investidores
No Brasil, o Ibovespa teve forte expressão do movimento externo e encerrou a sessão anterior em 171.816,67 pontos, um novo recorde de fechamento, além de ter atingido máxima intradiária de 171.969,01 pontos durante o pregão.
O comportamento do dólar e do Ibovespa nas próximas horas deve seguir atrelado à leitura dos dados americanos e a qualquer novo sinal de tensão ou acomodação na política externa dos EUA.
Investidores que buscam entender variações da moeda devem acompanhar de perto o PCE, a revisão do PIB e os pedidos de auxílio-desemprego, além de notícias sobre relações bilaterais entre EUA e Europa, que têm mostrado impacto direto no apetite por risco.
Dados citados neste texto, incluindo cotações e percentuais, foram retirados das informações divulgadas pelo g1