Dólar abre em leve alta e fica atento ao PCE e ao PIB dos EUA, e ao recuo das tensões sobre a Groenlândia anunciado por Trump, reação que impulsionou o Ibovespa
Mercado acompanha divulgação do PCE de novembro, a leitura final do PIB do terceiro trimestre e desdobramentos sobre a Groenlândia, fatores que mantêm o dólar volátil e o apetite por risco
O dólar começou a sessão desta quinta-feira com pequena alta, em meio à atenção dos investidores aos indicadores econômicos dos Estados Unidos e ao alívio no cenário externo.
Dados de inflação e atividade dos EUA, além de movimentos na política externa americana, dividem o foco do mercado e ajudam a definir a direção do dólar e do Ibovespa.
As informações e números citados a seguir foram divulgados em reportagem do g1, conforme informação divulgada pelo g1
Abertura do dia e números recentes
Na abertura, o dólar avançou 0,03%, cotado a R$ 5,3213.
Na véspera, a moeda americana recuou 1,13%, a R$ 5,3196. Já o Ibovespa encerrou com alta de 3,33%, o maior ganho diário desde abril de 2023, chegando aos 171.817 pontos.
Durante o pregão anterior, o principal índice também atingiu máxima intradia de 171.969,01 pontos, refletindo o ambiente mais favorável no exterior.
Agenda de indicadores dos EUA que movimentam o dólar
Os investidores acompanham a divulgação do PCE de novembro, o indicador de inflação utilizado pelo Federal Reserve, cuja publicação foi adiada devido ao shutdown que terminou em novembro, após 43 dias de paralisação do governo.
Também está na agenda a leitura final do Produto Interno Bruto do terceiro trimestre, com expectativa de crescimento anualizado de 4,3%, e os dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego.
Esses números são vistos como essenciais para calibrar expectativas de política monetária nos EUA e para o movimento do dólar frente a moedas emergentes.
Contexto externo e impacto político sobre o humor dos mercados
O movimento de melhora no apetite ao risco veio após recuos e declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre a Groenlândia e tarifas contra países europeus, que reduziram a percepção de risco.
Em postagem no Truth Social, Trump afirmou, “Com base em uma reunião muito produtiva que tive com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, formamos a estrutura de um futuro acordo relacionado à Groenlândia e, na prática, a toda a região do Ártico”, e destacou que, caso essa solução se concretize, “será muito positiva para os EUA e para todos os países da Otan”.
Autoridades europeias reagiram com cautela. Mark Rutte disse que o acordo não prevê cessão da soberania, e Mette Frederiksen afirmou que “não houve negociação com a Otan ontem sobre soberania”. A porta-voz da Otan, Allison Hart, declarou que “O secretário-geral não propôs qualquer compromisso em relação à soberania durante sua reunião com o presidente em Davos”.
Desempenho das bolsas e sinais para o câmbio
As bolsas globais operaram em alta após os recuos de tensão. Em Wall Street, os índices fecharam em alta nesta quarta-feira, após forte queda no dia anterior.
Conforme a cobertura, “o S&P 500 subiu 1,16%, aos 6.875,62 pontos, o Nasdaq avançou 1,18%, aos 23.224,83 pontos, e o Dow Jones teve ganhos de 1,21%, aos 49.076,98 pontos”.
No Brasil, o movimento de migração de recursos para mercados emergentes favoreceu o Ibovespa, que renovou recorde de fechamento, e ajudou a pressionar o dólar para baixo nos últimos dias.
Panorama final e indicadores de acumulados
Os acumulados recentes mostram que o dólar vem recuando no curto prazo, com os seguintes indicadores: Acumulado da semana: -0,98%, Acumulado do mês: -3,08%, Acumulado do ano: -3,08%.
O Ibovespa também apresenta ganhos expressivos, com Acumulado da semana: +4,26%, Acumulado do mês: +6,64%, Acumulado do ano: +6,64%, refletindo a combinação de dados positivos externos e menor percepção de risco.
Investidores seguem de perto os números do PCE e do PIB nos EUA, além de possíveis novos sinais da política externa americana, que continuam a ditar o humor sobre o dólar e os ativos brasileiros.