Dólar abre em leve alta, reage a dados do PCE e PIB dos EUA e ao alívio externo após recuo de 1,13% e novo recorde do Ibovespa, veja os números

Com o dólar sensível ao PCE adiado, ao PIB final e a sinais externos, investidores avaliam impacto das decisões de Trump e a migração de recursos para emergentes

O mercado abriu com o dólar em leve alta, em movimento atento aos indicadores econômicos dos Estados Unidos e a sinais de alívio no cenário internacional.

Na abertura da sessão desta quinta-feira, a moeda avançou 0,03%, cotada a R$ 5,3213, enquanto o principal índice da bolsa brasileira se prepara para abrir o pregão.

Na véspera, a moeda americana recuou 1,13%, a R$ 5,3196. Já o Ibovespa encerrou com alta de 3,33%, o maior ganho diário desde abril de 2023, chegando aos 171.817 pontos, conforme informação divulgada pelo g1.

Abertura do dia e números

O dólar começou a sessão cotado a R$ 5,3213, avanço de 0,03% na abertura, depois de recuar fortemente na véspera. No Brasil, o Ibovespa teve desempenho excepcional no pregão anterior e bateu um novo recorde de fechamento.

Dados divulgados na cobertura trazem ainda os acumulados de curto prazo, apresentados assim, exatamente como na fonte original:

Acumulado da semana: -0,98%;Acumulado do mês: -3,08%;Acumulado do ano: -3,08%.

Acumulado da semana: +4,26%;Acumulado do mês: +6,64%;Acumulado do ano: +6,64%.

Agenda americana e influência sobre o dólar

Nos Estados Unidos, os investidores acompanham a divulgação do PCE de novembro, indicador de inflação utilizado pelo Federal Reserve. A publicação foi adiada devido ao shutdown que terminou em novembro, após 43 dias de paralisação do governo.

Ainda na agenda americana, o país divulga a leitura final do Produto Interno Bruto do terceiro trimestre, com expectativa de crescimento anualizado de 4,3%, além dos dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego.

Esses números são monitorados com atenção porque guiam expectativas sobre juros e inflação, e portanto influenciam diretamente o preço do dólar frente ao real.

Cenário externo e recuo de tensões

As bolsas globais operaram em alta após o presidente Donald Trump descartar o uso de força militar para anexar a Groenlândia e suspender tarifas que seriam impostas a oito países europeus, reduzindo a percepção de risco nos mercados.

No texto publicado pelo próprio Trump, ele afirmou, entre outros pontos, “Com base em uma reunião muito produtiva que tive com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, formamos a estrutura de um futuro acordo relacionado à Groenlândia e, na prática, a toda a região do Ártico”.

Reações de autoridades europeias ponderaram a declaração, com a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, dizendo que “não houve negociação com a Otan ontem sobre soberania” e a porta-voz da organização, Allison Hart, afirmando, “O secretário-geral não propôs qualquer compromisso em relação à soberania durante sua reunião com o presidente em Davos”.

Como interpretar para investidores

O movimento de queda do dólar e a alta do Ibovespa na sessão anterior refletem combinação de fatores: dados econômicos americanos que podem ser menos pressionadores de juros, e menor risco geopolítico momentâneo.

Em Wall Street, o sentimento também melhorou, com altas nos principais índices, o que ajudou a deslocar recursos para mercados emergentes e contribuiu para o rali do Ibovespa, levando à máxima intradia e ao fechamento em nível recorde.

Para quem opera no curtíssimo prazo, decisões sobre posicionamento em dólar precisam considerar a agenda de indicadores dos EUA, as declarações de autoridades globais e a direção do fluxo para ativos de risco, pois esses elementos seguirão determinando a volatilidade da moeda.