Dólar abre em queda a R$ 5,2356, com mercado atento ao relatório de emprego nos EUA, PMIs de serviços no Brasil e fluxo cambial do Banco Central
Mercado acompanha leitura de vagas nos EUA e PMIs de serviços no Brasil, além do fluxo cambial do Banco Central, fatores que pressionam o câmbio
O dólar começou o dia em queda, cotado a R$ 5,2356 na abertura, recuando 0,24%, enquanto investidores monitoram sinais sobre emprego nos Estados Unidos e indicadores de atividade no Brasil.
Além dos dados americanos, o foco local está nos PMIs de serviços e composto divulgados pela S&P Global e no relatório de fluxo cambial do Banco Central, que traz números recentes sobre entradas e saídas de dólares.
As informações e os números a seguir foram reunidos com base em levantamento do g1, confira os detalhes e o que pode mover o câmbio durante o dia, conforme informação divulgada pelo g1
Por que o dólar recuou na abertura
Na abertura, o dólar recuou 0,24% para R$ 5,2356. Na véspera, a moeda havia encerrado em queda de 0,15%, cotada a R$ 5,2495. O recuo reflete a combinação de atenção a indicadores de atividade e ao noticiário político-econômico internacional, com investidores avaliando dados de emprego e sinais de demanda por ativos de risco.
Dados nos EUA e impacto sobre o câmbio
Nos Estados Unidos, o mercado aguarda o relatório da ADP sobre criação de vagas no setor privado, além dos PMIs composto e de serviços que medem a atividade recente. Esses indicadores influenciam expectativas sobre a política do Federal Reserve e, por consequência, a demanda por dólar.
Também entrou no radar a saída de Stephen Miran, diretor do Federal Reserve, do cargo de presidente do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca, informação que adicionou atenção às decisões de juros tomadas desde sua nomeação.
PMIs brasileiros e fluxo cambial
No Brasil, a S&P Global divulga os PMIs de serviços e composto de janeiro. Em outra referência, o índice de serviços avançou de 50,1 em novembro para 53,7 em dezembro de 2025, apontando a expansão mais rápida em mais de um ano.
À tarde, o Banco Central publica o fluxo cambial. Segundo dados citados, “Na semana encerrada em 30 de janeiro, entre os dias 19 e 23, a saída superou a entrada em US$ 638 milhões“, influência atribuída ao resultado negativo da conta comercial.
Bolsas globais e cenário para ativos brasileiros
Os mercados globais abriram mistos. Em Wall Street, o fim da paralisação parcial do governo americano trouxe alívio, com futuros do Dow Jones subindo 0,27%, do S&P 500 avançando 0,09% e da Nasdaq recuando 0,05%.
Na Europa, o movimento foi irregular, com o CAC 40 subindo 0,5%, o DAX caindo 0,5% e o FTSE 100 avançando 0,6%. Na Ásia, índices como o CSI300 e o SSEC avançaram 0,83% e 0,85%, respectivamente, enquanto o Nikkei subiu 0,78% e o Kospi avançou 1,57%.
No Brasil, a véspera registrou alta do Ibovespa de 1,58%, para 185.674 pontos, depois de o índice superar os 187 mil pontos durante o pregão. Estadísticas de acumulados indicam para o dólar semana e mês em +0,04%, e acumulado no ano em -4,36%, enquanto o Ibovespa marca acumulados semana e mês de +2,38% e acumulado do ano de +15,24%.
Investidores devem acompanhar a divulgação dos PMIs no Brasil e os números de emprego nos EUA, além do fluxo cambial do Banco Central, para recalibrar posições em câmbio e renda variável ao longo do dia.