Dólar abre em queda a R$ 5,2382 com foco em dados dos EUA e negociações EUA-Irã, e pressiona mercado entre ouro, bitcoin, Amazon e bancos

Investidores acompanham pesquisa da Universidade de Michigan, discurso do vice do Federal Reserve e negociações entre EUA e Irã em Omã, enquanto o dólar recua e ativos de risco sofrem pressão

O mercado abriu a sessão desta sexta-feira com o dólar em queda, em reflexo de dados econômicos e de incertezas geopolíticas, e os investidores buscando sinais sobre a direção da inflação e dos juros nos EUA.

Em paralelo, negociações entre os Estados Unidos e o Irã em Omã colocaram tensão sobre ativos de risco, e elevaram a demanda por aplicações consideradas mais seguras, como o ouro.

As informações deste texto foram compiladas com base em dados e relatos publicados pelo g1, que acompanharam a abertura dos mercados, anúncios corporativos e indicadores internacionais, conforme informação divulgada pelo g1.

Como abriu o dólar e o que os números mostram

Segundo o g1, o dólar abriu a sessão desta sexta-feira (6) em queda, com recuo de 0,32%, cotado a R$ 5,2382. Na véspera, a moeda americana havia fechado em leve alta de 0,08%, cotada a R$ 5,2538.

No fechamento acumulado informado pela publicação, o câmbio registra, entre outros indicadores, Acumulado da semana: +0,12%, Acumulado do mês: +0,12% e Acumulado do ano: -4,28%, dados que ajudam a medir a tendência recente do dólar frente ao real.

Cenário externo: dados nos EUA e negociações em Omã

Os investidores nos Estados Unidos monitoram a divulgação da pesquisa da Universidade de Michigan, que mede o sentimento do consumidor e as expectativas de inflação, e o discurso do vice-presidente do Federal Reserve, Philip Jefferson, em evento público. Esses elementos influenciam a percepção sobre taxas de juros futuras e o apetite por risco.

Ao mesmo tempo, as conversas entre EUA e Irã em Omã ocupam a atenção global, em meio a tentativas de avançar em um acordo nuclear após semanas de aumento de tensões. Antes do encontro, o chanceler iraniano Abbas Araqchi afirmou que o país entra nas conversas “com olhos abertos”, sinalizando cautela nas negociações.

Impacto em ativos: ouro, bitcoin e bolsas

No cenário de maior incerteza, investidores passaram a buscar segurança, o que refletiu em recuperação do ouro, com o metal à vista subindo 1,9%, enquanto os contratos futuros para abril recuavam 0,1%.

No mercado de criptomoedas, o g1 registrou que o bitcoin recuou ao menor nível em 15 meses, cotado em torno de US$ 65 mil, e que a criptomoeda já acumulava queda de 24% no ano, mesmo após sinais de apoio político nos EUA.

Balanços corporativos que movimentam o dia

A temporada de resultados corporativos também influencia a dinâmica do câmbio e das bolsas. Nos EUA, a Amazon frustrou expectativas ao divulgar resultados mistos e ao elevar a previsão de investimentos para US$ 200 bilhões, o que levou suas ações a caírem mais de 10% no after-market.

No Brasil, o g1 informou que o Santander teve queda de 2% nas ações após divulgar lucro líquido de R$ 4,1 bilhões no quarto trimestre de 2025. O Itaú, por sua vez, apresentou lucro líquido de R$ 12,3 bilhões no último trimestre, alcançando a melhor rentabilidade desde 2015, e viu suas ações avançarem mais de 2%.

Os investidores seguem de olho nos resultados do Bradesco no Brasil e na continuidade da temporada de balanços nos EUA, eventos que podem trazer volatilidade adicional ao mercado de câmbio.