Dólar abre em queda com foco em dados da Universidade de Michigan, fala do Fed e negociações EUA e Irã em Omã, com impacto em ouro e bitcoin
Dólar reage à pesquisa da Universidade de Michigan, ao discurso do vice-presidente do Fed, Philip Jefferson, e às negociações entre EUA e Irã em Omã
O dólar iniciou o dia em queda em reação a um conjunto de fatores domésticos e externos, com investidores atentos a indicadores de sentimento e a sinais de risco geopolítico.
Além dos dados, a temporada de balanços e movimentos em ativos considerados seguros, como o ouro, também orientam as decisões no mercado financeiro.
Os dados e comentários citados a seguir foram compilados conforme informação divulgada pelo g1.
Abertura do mercado e números do dia
Na abertura desta sexta-feira (6), a moeda americana teve recuo de 0,32%, cotada a R$ 5,2382, conteúdo que sinaliza menor pressão frente ao real no momento inicial das negociações. Na véspera, a bolsa brasileira encerrou com um avanço de 0,23%, aos 182.127 pontos, e a moeda americana fechou em leve alta de 0,08%, cotada a R$ 5,2538.
Dólar, conforme os registros do dia, apresenta as seguintes variações, com os valores oficiais informados pela fonte, Dólar, Acumulado da semana: +0,12%;Acumulado do mês: +0,12%;Acumulado do ano: -4,28%.
Ibovespa, segundo os mesmos dados, exibe: Acumulado da semana: +0,42%;Acumulado do mês: +0,42%;Acumulado do ano: +13,03%.
Cenário internacional, Fed e negociações EUA e Irã
Nos Estados Unidos, os investidores acompanham a divulgação da pesquisa da Universidade de Michigan, que mede o sentimento do consumidor e as expectativas de inflação, e o discurso do vice-presidente do Federal Reserve, Philip Jefferson, em evento público.
No plano geopolítico, a atenção está voltada para as negociações entre EUA e Irã, em Omã, em uma tentativa de avançar em um acordo nuclear após semanas de aumento das tensões. Antes do encontro, o chanceler iraniano Abbas Araqchi afirmou que o país entra nas conversas “com olhos abertos”, expressão usada pela fonte.
Esse ambiente de incerteza tem levado investidores a buscar aplicações vistas como mais seguras, elevando a atratividade de ativos como o ouro, em um dia de queda das bolsas globais.
Ouro, bitcoin e outros ativos sob influência
O metal à vista subia 1,9%, enquanto os contratos futuros para abril recuavam 0,1%, registro que mostra recuperação parcial do ativo ante o movimento de aversão ao risco.
No mercado de criptomoedas, o bitcoin recuou ao menor nível em 15 meses, apesar do apoio público do presidente dos EUA, Donald Trump. A moeda passou a valer cerca de US$ 65 mil e já acumula queda de 24% no ano, segundo dados citados pela fonte.
Temporada de balanços e repercussões na bolsa
A temporada de balanços segue em destaque e influencia o humor no mercado. Em Wall Street, a Amazon frustrou investidores ao divulgar resultados mistos e elevar a previsão de investimentos para US$ 200 bilhões, levando suas ações a cair mais de 10% no after-market.
No Brasil, o resultado do Santander trouxe uma queda de 2% nas ações do banco, apesar de a instituição ter registrado lucro líquido de R$ 4,1 bilhões no quarto trimestre de 2025, porém com queda no resultado antes do pagamento de impostos.
O Itaú registrou lucro líquido de R$ 12,3 bilhões no último trimestre do ano passado, alcançando a melhor rentabilidade desde 2015, resultado bem recebido pelo mercado. Já o Bradesco divulgou lucro líquido recorrente de R$ 6,5 bilhões no quarto trimestre, alta de 20,6% em um ano e ligeiramente acima das estimativas, apesar de seus papéis terem recuado no after-market em Nova York.
Com a combinação dos indicadores americanos, do risco geopolítico e da agenda de balanços, a movimentação do mercado deve seguir pautada pela busca de sinais sobre inflação, políticas do Fed e a evolução das negociações entre EUA e Irã, fatores que podem manter a volatilidade nas próximas sessões.