Dólar abre em queda com foco em dados dos EUA e negociações EUA-Irã, cotado a R$ 5,2382, e reflexos no ouro, bitcoin e bolsas globais

Queda do dólar às 10h reflete pesquisa de sentimento nos EUA, fala do vice-presidente do Fed, e negociações entre EUA e Irã, com impacto em ouro, bitcoin e ações

O dólar abriu a sessão desta sexta-feira com recuo de 0,32%, cotado a R$ 5,2382, em um dia de atenção a dados americanos e a negociações internacionais.

Na véspera, a bolsa brasileira encerrou com avanço de 0,23%, aos 182.127 pontos, e o dólar fechou em leve alta de 0,08%, cotado a R$ 5,2538.

Investidores também acompanham a pesquisa da Universidade de Michigan sobre sentimento do consumidor, o discurso do vice-presidente do Federal Reserve, Philip Jefferson, e as negociações entre EUA e Irã em Omã, questões que pressionam aversão ao risco nos mercados, conforme informação divulgada pelo g1.

Por que o dólar recuou hoje

O recuo do dólar nesta abertura reflete a combinação de dados de sentimento nos EUA e de fatores geopolíticos, especialmente as conversas entre EUA e Irã em Omã. Notícias que aumentam a incerteza tendem a levar investidores a ativos considerados mais seguros.

No fechamento anterior, o câmbio registrou leve alta, e os indicadores semanais mostram movimentos moderados, com o dólar acumulando na semana +0,12%, no mês +0,12%, e no ano -4,28%, segundo a apuração do dia.

Ativos de refúgio e criptomoedas

Em meio à aversão ao risco, o ouro reagiu, com o metal à vista subindo 1,9%, enquanto os contratos futuros para abril recuavam 0,1%, cenário que indica busca por proteção.

No mercado de criptomoedas, o bitcoin recuou ao menor nível em 15 meses, passando a valer cerca de US$ 65 mil, e acumula queda de 24% no ano, mesmo após declarações públicas de apoio do presidente dos EUA, Donald Trump.

Temporada de balanços e efeitos no mercado

A temporada de resultados segue influenciando o humor dos investidores, com balanços relevantes aqui e no exterior. Nos Estados Unidos, a Amazon divulgou resultados mistos e elevou a previsão de investimentos para US$ 200 bilhões, o que fez suas ações caírem mais de 10% no after-market.

No Brasil, o Bradesco registrou lucro líquido recorrente de R$ 6,5 bilhões no quarto trimestre, alta de 20,6% em um ano, embora suas ações tenham recuado no after-market em Nova York. O Santander apresentou lucro líquido de R$ 4,1 bilhões no quarto trimestre de 2025, e o Itaú teve lucro líquido de R$ 12,3 bilhões, resultado recebido positivamente pelo mercado.

Desempenho das bolsas globais

As bolsas americanas fecharam em queda, pressionadas pelo setor de tecnologia, com o S&P 500 recuando 1,20%, o Nasdaq caindo 1,59%, e o Dow Jones registrando perdas de 1,20%.

Na Europa, os principais índices também caíram, com o índice pan-europeu STOXX 600 fechando em queda de 1,05%, o DAX recuando 0,46%, o CAC 40 perdendo 0,29%, e o FTSE 100 recuando 0,90%.

Na Ásia, o desempenho foi desigual, com Xangai recuando 0,64%, o CSI300 caindo 0,60%, o Hang Seng avançando 0,14%, o Nikkei caindo 0,9%, o Kospi recuando 3,86%, e o Taiex perdendo 1,51%.

O cenário combina resultados corporativos, decisões de política monetária e tensões geopolíticas, fatores que devem manter a volatilidade cambial e acionária no curto prazo, com investidores buscando proteção em ouro e ajustando exposição a ativos de risco.