Mercado acompanha relatório ADP nos EUA, PMIs da S&P Global no Brasil e ata do Copom após manutenção da Selic em 15%, enquanto o dólar recua para R$ 5,2356 na abertura
O dólar começou o dia em queda, em meio à atenção dos investidores ao mercado de trabalho americano e aos indicadores de serviços no Brasil.
As decisões e mensagens do Banco Central brasileiro e os dados sobre atividade influenciam expectativas para juros e fluxo de capitais.
As informações a seguir trazem o panorama do dia no câmbio e nas bolsas, conforme informação divulgada pelo g1.
Abertura do dia e números do câmbio
Na abertura desta quarta-feira, o dólar recuou 0,24%, cotado a R$ 5,2356, acompanhando um movimento de acomodação após a sessão anterior.
Na véspera, a moeda americana encerrou em queda de 0,15%, cotada a R$ 5,2495, e a bolsa brasileira fechou em alta de 1,58%, aos 185.674 pontos, conforme o levantamento divulgado pelo g1.
O acumulado do dólar registra, segundo o g1, Acumulado da semana: +0,04%, Acumulado do mês: +0,04%, Acumulado do ano: -4,36%, enquanto o Ibovespa aparece com Acumulado da semana: +2,38%, Acumulado do mês: +2,38%, Acumulado do ano: +15,24%.
Dados internacionais e PMIs que pesam no mercado
Nos Estados Unidos, o mercado aguarda o relatório da ADP, que mede a criação de vagas no setor privado, e os índices de gerentes de compras, o PMI composto e o PMI de serviços, voltados para a atividade econômica recente.
No Brasil, a S&P Global divulga os PMIs de serviços e composto de janeiro, com destaque para o PMI de serviços que avançou de 50,1 em novembro para 53,7 em dezembro de 2025, apontando a expansão mais rápida em mais de um ano, segundo o g1.
Esses indicadores ajudam a formar expectativas sobre crescimento e sobre a trajetória futura da taxa de juros, influenciando o fluxo de capitais e, por consequência, o câmbio.
Ata do Copom e projeções para a Selic
A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária, divulgada nesta terça-feira, indica que o Banco Central considera adequado sinalizar o início de um ciclo de redução da taxa de juros a partir da próxima reunião, marcada para março.
O documento registra que a decisão de manter a Selic em 15% ao ano considerou um conjunto amplo de informações, incluindo o comportamento recente da inflação e sinais de que juros elevados começam a ter efeito sobre os preços.
O BC reforça que, se o cenário previsto se confirmar, a flexibilização da política monetária deve começar em março, com condução cautelosa para garantir que a inflação volte à meta, segundo a ata citada pelo g1.
No mercado financeiro, a expectativa é de que o primeiro corte ocorra em março, com a Selic recuando para 14,5% ao ano, e projeções apontam para 12,25% ao ano no fim de 2026, conforme o levantamento divulgado pelo g1.
Fluxo cambial, indústria e cenário global
O Banco Central divulgou o fluxo cambial que mede a entrada e saída de dólares do país, mostrando que, na semana encerrada em 30 de janeiro, entre os dias 19 e 23, a saída superou a entrada em US$ 638 milhões, influenciada pelo resultado negativo da conta comercial, segundo o g1.
Na atividade industrial, o Brasil encerrou dezembro de 2025 com queda de 1,2% frente a novembro, já descontados os efeitos sazonais, a maior retração desde julho de 2024, enquanto na comparação com dezembro de 2024 houve alta de 0,4%, interrompendo uma sequência de resultados negativos, aponta o g1.
No exterior, os mercados também repercutiram resultados corporativos e desempenho de commodities, com Wall Street terminando a sessão em baixa, Dow Jones em 49.241,06 pontos (-0,34%), S&P 500 em 6.917,79 pontos (-0,84%), e Nasdaq em 23.255,19 pontos (-1,43%), segundo os dados divulgados pelo g1.
As bolsas asiáticas tiveram perdas expressivas, com a Bolsa de Xangai caindo 2,48% para 4.015 pontos, o CSI300 recuando 2,13% para 4.605 pontos, e o Hang Seng perdendo 2,23% para 26.775 pontos, de acordo com o g1.
O conjunto de dados domésticos e externos, a leitura da ata do Copom e o fluxo cambial seguem determinando o humor dos investidores, e o dólar pode reagir a cada nova informação sobre emprego nos EUA, PMIs de serviços no Brasil e sinais sobre a trajetória da Selic.