Dólar abre em queda com foco no relatório ADP dos EUA e PMIs de serviços no Brasil, fluxo cambial negativo e bolsas globais em clima de cautela
Dólar recua na abertura, enquanto investidores monitoram vagas nos EUA, PMIs de serviços no Brasil, e o fluxo cambial que pode pressionar a cotação
O mercado financeiro iniciou a sessão com um tom de cautela, com o dólar recuando logo na abertura e investidores atentos a indicadores de emprego nos Estados Unidos e aos PMIs de serviços no Brasil.
As decisões e falas de autoridades americanas e os dados de atividade no Brasil entram na mira, e o movimento influenciará tanto a cotação do dólar quanto o desempenho do Ibovespa ao longo do dia.
As informações a seguir destacam os números e sinais que estão orientando os agentes, conforme informação divulgada pelo g1.
Abertura do mercado e números recentes
O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira (4) em queda, recuando 0,24% na abertura, aos R$ 5,2356. Na véspera, a bolsa fechou em alta de 1,58%, aos 185.674 pontos, após superar os 187 mil pontos durante o pregão. A moeda americana encerrou em queda de 0,15%, cotada a R$ 5,2495.
Os acumulados mostram variações moderadas, com destaque para os percentuais exatos disponibilizados pela fonte, Acumulado da semana: +0,04%;Acumulado do mês: +0,04%;Acumulado do ano: -4,36%. O comportamento do dólar nas próximas horas deve refletir leitura desses dados e fluxo de notícias internacionais.
Indicadores nos EUA e no Brasil que movimentam o câmbio
Nos Estados Unidos, o relatório da ADP sobre criação de vagas no setor privado divide a atenção com os índices de gerentes de compras, o PMI composto e o PMI de serviços, que mostram a atividade econômica recente e podem influenciar expectativas de política monetária, e, consequentemente, o dólar.
No Brasil, a S&P Global divulga os PMIs de serviços e composto referentes a janeiro. O índice de serviços avançou de 50,1 em novembro para 53,7 em dezembro de 2025, apontando a expansão mais rápida em mais de um ano. Esses dados podem dar suporte à ideia de melhora na atividade e afetar a demanda por moeda estrangeira.
Fluxo cambial e cenário global
À tarde, o Banco Central divulga o fluxo cambial, que mede quanto dinheiro em dólares entra e sai do país. Na semana encerrada em 30 de janeiro, entre os dias 19 e 23, a saída superou a entrada em US$ 638 milhões, influenciada pelo resultado negativo da conta comercial. Esse saldo tende a pressionar o dólar quando a demanda externa por reais é menor.
Os mercados globais mostram sinais mistos, com alívio parcial após o fim da paralisação parcial do governo americano, e com futuros do Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq com movimentos distintos nas primeiras horas. Na Europa e na Ásia, o dia também opera sem tendência única, o que traz volatilidade ao apetite por risco e ao dólar.
O que acompanhar hoje
Fique de olho no relatório ADP, nos PMIs de serviços no Brasil, na divulgação do fluxo cambial pelo Banco Central e em eventuais declarações de autoridades. Esses elementos tendem a ditar o ritmo do dólar e o comportamento do Ibovespa ao longo do dia.
Se houver surpresas nos números de emprego nos EUA ou nos PMIs, o dólar pode acelerar movimentos de alta ou baixa, e investidores devem ajustar posições conforme a leitura dos dados e a liquidez do mercado.