quinta-feira, junho 4, 2026

Dólar abre em queda com investidores de olho em dados de emprego nos EUA, ADP e JOLTS, e risco de maior oferta de petróleo venezuelano após ação dos EUA

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Moeda recua 0,07% para R$ 5,3720 às 9h, mercado espera ADP com projeção de 47 mil vagas e pesquisa JOLTS de 7,6 milhões antes do payroll de sexta-feira, conforme informação divulgada pelo g1

O dólar iniciou a sessão em queda, recuando 0,07% às 9h, cotado a R$ 5,3720, em um pregão marcado pela concentração de notícias no exterior e uma agenda doméstica mais leve.

Investidores monitoram de perto os indicadores de emprego nos Estados Unidos, que podem alterar expectativas sobre a trajetória de juros do Fed ao longo do ano.

Conforme informação divulgada pelo g1

Resumo do início do dia e indicadores imediatos

Na véspera, a moeda americana registrou queda de 0,48%, sendo cotada a R$ 5,3794, enquanto a bolsa teve alta de 1,11%, aos 163.664 pontos, segundo dados divulgados pelo g1.

O mercado brasileiro tem agenda mais calma, com atenção para o fluxo cambial semanal, enquanto a atenção principal está voltada aos dados americanos e aos desdobramentos envolvendo a Venezuela.

Dados de emprego nos EUA e impacto nas expectativas do Fed

Nos Estados Unidos, os investidores aguardam o relatório da ADP sobre folhas de pagamento do setor privado, com expectativa de criação de 47 mil vagas em dezembro, ante perda de 32 mil no mês anterior.

Mais tarde será divulgada a pesquisa JOLTS de novembro, que mede vagas abertas, com previsão de 7,6 milhões. Esses números devem preparar o terreno para o relatório de empregos, o payroll, que sai na sexta-feira, e pode influenciar decisões do Fed sobre juros.

O mercado americano segue precificando dois cortes nas taxas de juros ao longo do ano, o que amplia a relevância dos indicadores de emprego nas próximas sessões.

Ofensiva dos EUA na Venezuela e implicações para o mercado de petróleo

O cenário externo também foi afetado pela ofensiva dos EUA à Venezuela. O presidente Donald Trump afirmou que autoridades interinas do país entregarão entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo “de alta qualidade e sancionado” aos EUA, segundo comunicado repercutido pelo g1.

Trump disse que o petróleo será vendido a preço de mercado e que haverá controle do dinheiro obtido para que os recursos sejam usados “em benefício do povo da Venezuela e dos EUA”. O total anunciado corresponde a cerca de dois meses da produção atual venezuelana.

Desde dezembro, a Venezuela acumula milhões de barris em navios e tanques de armazenamento, sem conseguir exportá-los, devido a um bloqueio, e essa movimentação pode ampliar a oferta da commodity no mercado internacional.

Desempenho das bolsas globais e setores em destaque

Wall Street subiu na terça-feira, com o S&P 500 em 6.944,55 pontos, o Nasdaq em 23.537,96 pontos e o Dow Jones em 49.476,54 pontos, enquanto investidores digeriam as notícias sobre a Venezuela e indicadores econômicos.

As ações do setor de petróleo recuaram após ganhos fortes na sessão anterior, com ExxonMobil e Chevron caindo 2,3% e 4,5%, respectivamente. Em contraste, papéis ligados a chips e tecnologia tiveram fortes avanços, impulsionados por expectativas em inteligência artificial e por falas do CEO da Nvidia, Jensen Huang.

Na Europa, o Stoxx 600 fechou em 605,56 pontos, o FTSE 100 em 10.122,73 pontos, o DAX em 24.892,20 pontos e o CAC 40 em 8.237,43 pontos. Na Ásia, índices como o SSEC em 4.083 pontos e o Hang Seng em 26.710 pontos também fecharam em alta.

No Brasil, o país encerrou 2025 com superávit de US$ 68,293 bilhões na balança comercial, o terceiro melhor resultado anual já registrado, e a projeção para este ano é de saldo entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões, informações que ajudam a compor o cenário para o dólar e para a bolsa.

Ao longo do dia, o mercado seguirá de olho nos dados americanos e nos desdobramentos internacionais, com a possibilidade de volatilidade maior caso os números de emprego mostrem surpresas relevantes.

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