Dólar abre em queda com liquidação do Banco Pleno, Boletim Focus atrasado e ata do Fed em foco, enquanto investidores monitoram fluxo cambial e dados dos EUA
Mercado reage à liquidação extrajudicial do Banco Pleno, à divulgação do Boletim Focus e à ata do Fed, com impacto sobre o dólar, o Ibovespa e o fluxo cambial
O dólar abriu em queda nesta quarta-feira, em um dia de agenda curta no Brasil e de atenção a documentos e eventos que podem alterar expectativas no mercado.
Pela manhã, o câmbio recuou enquanto o mercado digeria a liquidação do Banco Pleno e aguardava o Boletim Focus e a ata do Federal Reserve, que podem mexer com expectativas de juros e fluxo de capitais.
Conforme informação divulgada pelo g1.
Movimento do câmbio e do Ibovespa
Por volta das 13h15, o dólar recuava 0,25%, cotado a R$ 5,2160, enquanto o Ibovespa apresentava leve baixa de 0,01%, aos 186.448 pontos.
No fechamento da sessão anterior, “Na sexta-feira, a moeda americana subiu 0,57%, cotada em R$ 5,2293. Já o principal índice da bolsa brasileira encerrou em queda de 0,69%, aos 186.464 pontos.”
Os indicadores de acumulado trazem um panorama mais amplo do movimento, com os dados: “Acumulado da semana: +0,17%;Acumulado do mês: -0,35%;Acumulado do ano: -4,73%.” e para o Ibovespa, “Acumulado da semana: +1,92%;Acumulado do mês: +2,81%;Acumulado do ano: +15,73%.”
Liquidação do Banco Pleno e efeitos no mercado
O Banco Central do Brasil decretou a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A. e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., instituições ligadas ao grupo do Banco Master que haviam sido vendidas no segundo semestre do ano passado.
Segundo o BC, a medida foi tomada após agravamento da situação econômico-financeira da instituição e descumprimento de normas e determinações da autoridade reguladora. Em nota, o BC afirmou, “A liquidação extrajudicial foi motivada pelo comprometimento da situação econômico-financeira da instituição, com deterioração da situação de liquidez, bem como por infringência às normas que disciplinam a sua atividade e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil.”
O Fundo Garantidor de Créditos, o FGC, informou que o Banco Pleno possui cerca de 160 mil credores com depósitos elegíveis, somando R$ 4,9 bilhões, e passa a atuar para garantir o ressarcimento conforme as regras vigentes.
A decisão aumenta a atenção dos investidores sobre o setor financeiro e sobre possíveis efeitos no sentimento de confiança, o que tende a pressionar o câmbio em dias de maior aversão ao risco.
Agenda econômica e indicadores dos Estados Unidos
Além do cenário doméstico, o mercado também acompanhou indicadores dos EUA divulgados durante a manhã, com resultados mistos que ajudam a formar expectativas para a ata do Fed, que será divulgada à tarde.
Nas moradias, “As construções de moradias iniciadas nos EUA cresceram 6,2% em dezembro, na comparação com o número revisado de novembro de 2025, alcançando uma taxa anualizada de 1,404 milhão de unidades.” As permissões para novas obras avançaram 4,3%, para uma taxa anualizada de 1,448 milhão.
Em bens duráveis, “As encomendas de bens duráveis nos EUA recuaram 1,4% em dezembro em relação a novembro, somando US$ 319,6 bilhões.” O resultado ficou abaixo das expectativas, com movimentos divergentes ao excluir setores como transportes e defesa.
A produção manufatureira dos EUA também mostrou crescimento, “Segundo o Federal Reserve, a produção manufatureira dos EUA subiu 0,6% no mês, após ter ficado estável em dezembro.” O dado sinaliza resiliência em parte do setor industrial, com impacto nas projeções de atividade e de inflação.
O que os investidores vão monitorar à tarde
Na pauta do dia, o mercado brasileiro terá divulgação do Boletim Focus às 14h, o fluxo cambial semanal às 14h30, e a ata da última reunião do Fomc, que pode influenciar expectativas sobre o ritmo de cortes ou manutenção de juros nos EUA.
Com feriado e retorno com horários reduzidos, a combinação de liquidação do Banco Pleno, dados domésticos e sinais vindos da ata do Fed deve manter o dólar no radar dos investidores ao longo do dia, com possível aumento de volatilidade dependendo das mensagens sobre liquidez e política monetária.
Conforme informação divulgada pelo g1.