Dólar abre em queda com recuo de 0,32%, foco em dados do consumidor nos EUA, negociações entre EUA e Irã em Omã e temporada de balanços que mexem com mercados

Movimento do mercado hoje combina indicadores americanos, negociações em Omã e resultados de empresas, afetando o preço do dólar e ativos globais

O mercado financeiro abriu a sessão desta sexta-feira com o dólar em queda, enquanto investidores avaliam dados de sentimento do consumidor nos Estados Unidos e acompanham conversas diplomáticas entre EUA e Irã.

Ao mesmo tempo, a busca por ativos considerados mais seguros, como o ouro, e a temporada de balanços corporativos pressionam o humor dos investidores, influenciando o valor do dólar e o desempenho das bolsas.

Informações e números usados neste texto foram obtidos, conforme informação divulgada pelo g1

Como abriu o dia, e números recentes

O dólar abriu em queda de 0,32%, cotado a R$ 5,2382, enquanto, na véspera, a bolsa brasileira encerrou com um avanço de 0,23%, aos 182.127 pontos, e a moeda americana fechou em leve alta de 0,08%, cotada a R$ 5,2538, conforme os dados divulgados pela fonte.

Dados acumulados registrados pelo mercado mostram, exatamente, o seguinte, conforme a fonte: Acumulado da semana: +0,12%;Acumulado do mês: +0,12%;Acumulado do ano: -4,28%.

Cenário internacional e negociações entre EUA e Irã

Nos Estados Unidos, o foco está na divulgação da pesquisa da Universidade de Michigan, que mede o sentimento do consumidor e expectativas de inflação, e no discurso do vice-presidente do Federal Reserve, Philip Jefferson, em evento público, fatores que influenciam a trajetória do dólar.

No plano diplomático, as atenções se voltam para as negociações entre EUA e Irã, em Omã, em meio à tentativa de avançar em um acordo nuclear. O chanceler iraniano Abbas Araqchi afirmou que o país entra nas conversas ‘com olhos abertos’, frase que tem sido citada pelo mercado ao ponderar riscos geopolíticos.

Ativos de refúgio, criptomoedas e bolsas

O clima de incerteza tem levado investidores a buscar aplicações mais seguras, e o ouro, por exemplo, recuperou parte das perdas, com o metal à vista subindo 1,9%, enquanto os contratos futuros para abril recuavam 0,1%.

No mercado de criptomoedas, o bitcoin recuou ao menor nível em 15 meses, passando a valer cerca de US$ 65 mil e já acumulando queda de 24% no ano, segundo a mesma apuração.

Em Wall Street, o ambiente também ficou mais pesado, com os principais índices caindo, o que repercute no risco global e no apetite por dólares, com o S&P 500 recuando 1,20%, enquanto o Nasdaq caiu 1,59% e o Dow Jones registrou perdas de 1,20%.

Temporada de balanços e impacto nas moedas

A temporada de resultados segue no radar dos investidores e tem impactos diretos sobre o comportamento do dólar frente ao real. No Brasil, o Santander registrou lucro líquido de R$ 4,1 bilhões no quarto trimestre de 2025, mas viu suas ações caírem cerca de 2% após o resultado.

O Itaú divulgou lucro líquido de R$ 12,3 bilhões no último trimestre do ano passado, alcançando a melhor rentabilidade desde 2015, e teve reação positiva no mercado, enquanto o Bradesco apresentou lucro líquido recorrente de R$ 6,5 bilhões no quarto trimestre, alta de 20,6% em um ano e ligeiramente acima das estimativas, porém os papéis recuaram no after-market em Nova York.

No exterior, resultados da Amazon frustraram investidores ao divulgar números mistos e elevar a previsão de investimentos para US$ 200 bilhões, o que fez suas ações caírem mais de 10% no after-market, ressaltando como balanços e orientação futura influenciam fluxos e a cotação do dólar.

Em resumo, o recuo do dólar nesta abertura de sessão reflete uma combinação de dados econômicos americanos, riscos geopolíticos ligados às negociações entre EUA e Irã, e reações à temporada de balanços, fatores que devem seguir guiando a volatilidade do câmbio ao longo do dia.