Dólar abre em queda de 0,32% e se aproxima de R$ 5,24 com investidores atentos a dados da Universidade de Michigan, fala do Fed e negociações EUA e Irã
Mercado acompanha pesquisa de sentimento, discurso de Philip Jefferson e conversas em Omã, com efeitos sobre o dólar, ouro, bitcoin e ações na temporada de balanços
O dólar abriu a sessão desta sexta-feira (6) em queda, com recuo de 0,32%, cotado a R$ 5,2382, em movimento que reflete a combinação de dados americanos e tensão geopolítica.
Os investidores também monitoram o início das negociações entre Estados Unidos e Irã em Omã, e o discurso do vice-presidente do Federal Reserve, Philip Jefferson, que pode influenciar expectativas sobre juros e fluxo de capitais.
Além disso, ativos vistos como seguros registram movimento de alta, enquanto criptomoedas e ações de tecnologia mostram pressão, conforme informação divulgada pelo g1
Por que o dólar recuou hoje
Uma leitura mais cautelosa nos preços de ativos ocorreu após a divulgação de indicadores e após gestores ajustarem posições antes do discurso de autoridades do Fed. O dólar abriu a sessão desta sexta-feira (6) em queda, com recuo de 0,32%, cotado a R$ 5,2382, conforme informado pelo g1.
No fechamento anterior, na véspera, a bolsa brasileira encerrou com um avanço de 0,23%, aos 182.127 pontos. A moeda americana fechou em leve alta de 0,08%, cotada a R$ 5,2538, cenário que mostra volatilidade intradiária entre ações e câmbio.
Os números acumulados do câmbio também foram divulgados, com Acumulado da semana: +0,12%;Acumulado do mês: +0,12%;Acumulado do ano: -4,28%, indicando movimentos pontuais de curto prazo, mas tendência de queda no acumulado anual.
Cenário internacional, ouro e criptomoedas
As conversas em Omã entre EUA e Irã aumentaram a busca por ativos considerados refúgio, com o ouro à vista subindo, enquanto contratos futuros mostraram ligeira correção. No dia, o metal à vista subia 1,9%, enquanto os contratos futuros para abril recuavam 0,1%.
No mercado cripto, o bitcoin recuou para o menor nível em 15 meses, cotado perto de US$ 65 mil, e já acumula queda de 24% no ano, apesar de declarações de apoio de figuras políticas nos Estados Unidos.
Temporada de balanços e impactos no Brasil
A divulgação de resultados corporativos segue como fator relevante para a formação de preço de ativos no Brasil. O resultado do Santander, na véspera, trouxe uma queda de 2% nas ações do banco, a instituição registrou lucro líquido de R$ 4,1 bilhões no quarto trimestre de 2025, mas teve uma queda no resultado antes do pagamento de impostos.
Já o Itaú teve um lucro líquido de R$ 12,3 bilhões no último trimestre do ano passado, alcançando a melhor rentabilidade desde 2015, e suas ações reagiram positivamente. No radar, investidores esperam números do Bradesco e da Amazon para avaliar desdobramentos.
Em Wall Street, a Amazon frustrou o mercado ao divulgar resultados mistos e elevar a previsão de investimentos para US$ 200 bilhões, o que fez suas ações caírem mais de 10% no after-market, enquanto, no Brasil, os papéis do Bradesco recuaram no after-market em Nova York, apesar do lucro líquido recorrente de R$ 6,5 bilhões no quarto trimestre, alta de 20,6% em um ano e ligeiramente acima das estimativas.
Bolsas globais e indicadores
O ambiente global também pressionou ativos de risco, com as bolsas americanas encerrando em queda, principalmente diante do setor de tecnologia. O S&P 500 recuou 1,20%, enquanto o Nasdaq caiu 1,59% e o Dow Jones registrou perdas de 1,20%.
Na Europa, os mercados caíram após o BCE manter as taxas inalteradas, sem sinalizar próximos passos. O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em queda de 1,05%, na maior perda diária em mais de dois anos, com DAX, CAC 40 e FTSE 100 também em baixa.
Na Ásia, o desempenho foi desigual, com quedas importantes em mercados sensíveis a tecnologia e commodities. No fim do dia, o índice de Xangai recuou 0,64%, o CSI300 caiu 0,60%, e o Hang Seng avançou 0,14%.
Entre os indicadores locais, o Ibovespa iniciou as negociações com atenção redobrada à temporada de balanços, com Acumulado da semana: +0,42%;Acumulado do mês: +0,42%;Acumulado do ano: +13,03%, enquanto o câmbio seguia sensível a notícias externas e resultados corporativos.