Dólar abre em queda, de olho em emprego nos EUA e PMIs de serviços no Brasil, moeda recua a R$ 5,2356 enquanto investidores monitoram fluxo cambial

Dólar abre em queda com atenção ao relatório ADP nos EUA, PMIs de serviços da S&P Global no Brasil e fluxo cambial que mostrou saída líquida de US$ 638 milhões

O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira em queda, recuando 0,24% na abertura, aos R$ 5,2356, com investidores observando sinais sobre o mercado de trabalho americano e atividade de serviços no Brasil.

Na véspera, a bolsa fechou em alta de 1,58%, aos 185.674 pontos, após superar os 187 mil pontos durante o pregão, enquanto a moeda americana encerrou em queda de 0,15%, cotada a R$ 5,2495.

O movimento incorpora a atenção ao relatório da ADP sobre vagas no setor privado nos EUA, aos PMIs de serviços divulgados pela S&P Global no Brasil e ao fluxo cambial, que registrou saída líquida de US$ 638 milhões, conforme informação divulgada pelo g1.

Por que o dólar recuou na abertura

Os investidores reduziram posições em dólar na abertura, em parte, pela expectativa de dados de emprego nos EUA, entre eles o relatório da ADP, que pode antecipar a leitura do mercado de trabalho antes dos números oficiais.

Também pesou a notícia de que Stephen Miran, diretor do Federal Reserve (Fed), deixou o cargo de presidente do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca, informação que traz fatores políticos e institucionais para a avaliação sobre a condução de juros nos EUA.

Indicadores de serviços no Brasil e impacto local

No Brasil, a S&P Global divulgou os PMIs de serviços e composto referentes a janeiro, e o índice de serviços avançou de 50,1 em novembro para 53,7 em dezembro de 2025, apontando a expansão mais rápida em mais de um ano.

Esse avanço em atividade de serviços tende a sustentar apetite por ativos locais, ajudando o Ibovespa, que acumula valorização no ano, enquanto reduz parte da pressão sobre o câmbio.

Panorama dos mercados globais

Os mercados globais abriram mistos, com Wall Street aliviada pelo fim da paralisação parcial do governo americano, após acordo de gastos, e futuros reagindo de forma moderada, com o Dow Jones futuro subindo 0,27%, o S&P 500 futuro avançando 0,09% e o Nasdaq recuando 0,05%.

Na Europa o movimento foi irregular, com o CAC 40 subindo 0,5%, o DAX caindo 0,5% e o FTSE 100 avançando 0,6%. Na Ásia, índices fecharam majoritariamente em alta, com o CSI300 subindo 0,83% e o SSEC, de Xangai, subindo 0,85%.

O que os investidores devem acompanhar hoje

À tarde, o Banco Central divulga o fluxo cambial, que mede quanto dinheiro em dólares entra e sai do país, um dado relevante após a leitura que mostrou saída líquida de US$ 638 milhões na semana encerrada em 30 de janeiro, entre os dias 19 e 23.

Além disso, os olhos seguem no relatório da ADP nos EUA e nos PMIs de serviços e composto divulgados pela S&P Global, que já indicaram melhora recente no setor de serviços brasileiro, e podem direcionar volatilidade no câmbio e nas ações.

Para os investidores, a combinação de dados econômicos, decisões institucionais e fluxo de dólares será determinante para a trajetória do câmbio e do Ibovespa nas próximas sessões.