Na abertura, o dólar recua ante o real com investidores atentos ao relatório ADP nos EUA, aos PMIs de serviços no Brasil, ao fluxo cambial e às pistas sobre a Selic
O dia começou com recuo do dólar, em uma sessão marcada pela espera por dados de emprego nos Estados Unidos e indicadores de atividade no Brasil.
Investidores também observam a ata do Copom e os números de fluxo cambial, que ajudam a calibrar expectativas sobre a taxa Selic.
As informações abaixo foram compiladas, conforme informação divulgada pelo g1.
Cotação e abertura do mercado
Na abertura desta quarta-feira, o dólar recuou, recuando 0,24%, cotado a R$ 5,2356. Na véspera, a bolsa fechou em alta de 1,58%, aos 185.674 pontos, e a moeda americana encerrou em queda de 0,15%, cotada a R$ 5,2495.
Agenda de indicadores e o impacto no câmbio
Nos Estados Unidos, o foco é o relatório da ADP, que mede a criação de vagas no setor privado, e os índices de gerentes de compras, o PMI composto e o PMI de serviços, que mostram a atividade recente.
No Brasil, a S&P Global divulgou os PMIs de serviços e composto referentes a janeiro, e o índice de serviços avançou de 50,1 em novembro para 53,7 em dezembro de 2025, apontando a expansão mais rápida em mais de um ano.
Também à tarde o Banco Central divulga o fluxo cambial, que mede quanto dinheiro em dólares entra e sai do país, um dado relevante para a liquidez em reais.
Fluxo cambial, produção industrial e expectativas
O Banco Central informou que, na semana encerrada em 30 de janeiro, entre os dias 19 e 23, a saída superou a entrada em US$ 638 milhões, influenciada pelo resultado negativo da conta comercial.
Além disso, a produção industrial brasileira encerrou dezembro de 2025 em queda, com recuo de 1,2% na comparação com novembro, já descontados os efeitos sazonais, a maior retração desde julho de 2024.
Na comparação com dezembro de 2024 houve alta de 0,4%, e no acumulado do ano o setor cresceu 0,6%, abaixo do resultado de 2024, quando avançou 3,1%.
Ata do Copom e efeitos na Selic
A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária indica que o Banco Central considera adequado sinalizar o início de um ciclo de redução da taxa de juros a partir da próxima reunião, marcada para março.
O documento afirma que essa avaliação levou em conta um conjunto amplo de informações, como o comportamento recente da inflação e sinais de que os juros elevados começam a ter efeito sobre os preços, ainda que com atraso.
O Copom manteve a Selic em 15% ao ano pela quinta vez consecutiva, e o mercado projeta que o primeiro corte ocorra em março, para 14,5% ao ano, com expectativa de que a taxa chegue a 12,25% ao ano no fim de 2026.
Mercado global e sentimento
Em Wall Street, os mercados fecharam em queda, com investidores atentos à divulgação de balanços, principalmente do setor de tecnologia. O Dow Jones caiu 0,34%, aos 49.241,06 pontos, o S&P 500 recuou 0,84%, aos 6.917,79 pontos, e o Nasdaq perdeu 1,43%, aos 23.255,19 pontos.
As bolsas europeias variaram, com o índice STOXX 600 subindo 0,10%, enquanto o DAX caiu 0,07%, o CAC 40 recuou 0,02% e o FTSE 100 perdeu 0,26%. Na Ásia, mercados registraram perdas mais acentuadas, como a Bolsa de Xangai, que caiu 2,48%, para 4.015 pontos, e o Hang Seng, que perdeu 2,23%, chegando a 26.775 pontos.
O comportamento do dólar ao longo do dia deve seguir sensível aos dados de emprego nos EUA, aos PMIs de serviços no Brasil, ao fluxo cambial e às sinalizações do Banco Central sobre o ritmo de cortes na Selic.