Dólar abre em queda e testa R$ 5,37 com mercados atentos a dados de emprego nos EUA, impacto do petróleo venezuelano e movimentação do Ibovespa

Mercado opera com dólar recuando a R$ 5,3720, investidores esperam relatório ADP e JOLTS nos EUA, e anúncio de entrega de 30 a 50 milhões de barris pela Venezuela aumenta preocupação

O dólar começou o dia em queda e os investidores mantêm atenção voltada aos indicadores de emprego nos Estados Unidos, que podem influenciar a trajetória das taxas de juros do Fed ao longo do ano.

Além disso, o anúncio sobre a entrega de petróleo venezuelano aos EUA e o comportamento das bolsas globais contribuem para a volatilidade no mercado cambial e de ações.

Esses pontos, e os dados locais mais leves, formam o cenário para o dia, conforme informação divulgada pelo g1.

Como abriu o mercado local

O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira (7) em queda, recuando 0,07% às 9h, aos R$ 5,3720, enquanto o Ibovespa ainda não havia aberto às 10h, segundo os dados mais recentes.

Na véspera, a moeda americana teve queda de 0,48%, cotada a R$ 5,3794. Já a bolsa teve alta de 1,11%, aos 163.664 pontos.

Os acumulados mostram mudança de tendência no curto prazo, com o dólar registrando -0,82% na semana e -1,99% no mês e no ano, e o Ibovespa com alta de 1,95% na semana e 1,58% no mês e no ano.

Agenda externa e indicadores que movem o câmbio

Os investidores nos EUA aguardam números de emprego que podem redesenhar as expectativas sobre cortes nas taxas de juros, com o mercado já precificando dois cortes ao longo do ano.

Há destaque para o relatório da ADP, com expectativa de criação de 47 mil vagas em dezembro, após a perda de 32 mil no mês anterior, e para a pesquisa JOLTS de novembro, com previsão de 7,6 milhões de vagas abertas, dados que antecedem o payroll de sexta-feira.

Se os indicadores mostrarem recuperação do mercado de trabalho, o dólar pode voltar a se fortalecer, enquanto leituras mais fracas tendem a reduzir pressão sobre a moeda.

Efeito do petróleo venezuelano no mercado

O anúncio feito pela administração americana sobre a entrega de petróleo venezuelano aos EUA ganhou atenção extra do mercado.

O presidente Donald Trump afirmou que autoridades interinas da Venezuela entregarão entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo, que serão vendidos a preço de mercado, e que os recursos serão controlados para benefício do povo venezuelano e dos EUA.

Segundo a reportagem, o total de petróleo que será entregue aos EUA corresponde a cerca de dois meses da produção atual venezuelana, e a expectativa é que parte do petróleo preso em navios e tanques desde dezembro volte a circular, ampliando a oferta global da commodity.

Bolsa e cenário global

Wall Street fechou em alta na terça-feira, com o S&P 500 subindo 0,62%, aos 6.944,55 pontos. O Nasdaq avançou 0,61%, para 23.537,96 pontos, enquanto o Dow Jones Industrial Average ganhou 1,02%, aos 49.476,54 pontos.

As bolsas europeias também registraram alta, com o Stoxx 600 subindo 0,63%, aos 605,56 pontos, o FTSE 100 avançando 1,18%, aos 10.122,73 pontos, o DAX subindo 0,09%, aos 24.892,20 pontos, e o CAC 40 elevando-se 0,32%, aos 8.237,43 pontos.

No continente asiático, os principais índices fecharam em alta, incluindo Xangai, com o SSEC em 4.083 pontos, alta de 1,50%, o CSI300 em 4.790 pontos, alta de 1,55%, e o Hang Seng em 26.710 pontos, alta de 1,38%.

Setores como tecnologia e semicondutores lideraram ganhos, enquanto ações do setor de petróleo recuaram após avanços anteriores, refletindo a reação dos mercados à combinação de sinais econômicos e geopolíticos.

O conjunto de fatores, entre indicadores americanos, oferta adicional de petróleo e o humor das bolsas globais, tende a continuar determinando a direção do dólar e do Ibovespa nos próximos dias.