Dólar abre em queda na Superquarta, dólar Superquarta juros Brasil EUA em foco com IPCA-15 mais fraco, Copom e Fed esperados manterem taxas, mercados reagem

Mercado atento à Superquarta, com decisão do Copom e do Fed no mesmo dia, e impacto esperado sobre o câmbio e a renda variável

O dólar abriu em queda, enquanto investidores se preparam para a chamada Superquarta, quando Banco Central do Brasil e Federal Reserve decidem sobre a política de juros.

O movimento no câmbio acompanha a divulgação da prévia da inflação, e expectativas do mercado quanto ao início de cortes de juros no Brasil ainda no primeiro trimestre de 2026, além da manutenção esperada das taxas nos EUA.

Os dados e projeções que movem o mercado estão sendo acompanhados de perto, conforme informação divulgada pelo g1.

IPCA-15 e leitura inicial do dia

A prévia da inflação oficial, o IPCA-15, subiu 0,20% em janeiro, segundo o IBGE, um pouco abaixo da projeção de alta de 0,22%, e, no acumulado de 12 meses, ficou em 4,50%.

O resultado mais brando impulsionou o recuo do câmbio, e o dólar encerrou a sessão anterior em queda de 1,41%, cotado a R$ 5,2056, no menor nível desde maio de 2024.

O IPCA-15 mostrou altas mais expressivas em saúde e cuidados pessoais, e em comunicação, com celulares, enquanto transportes recuaram, por causa da queda nas passagens aéreas e de medidas locais, como tarifa zero em algumas cidades.

Expectativa sobre juros e projeções do mercado

As leituras de inflação chegam no mesmo momento em que o mercado espera a primeira decisão de juros do ano, na Superquarta. A projeção majoritária é de manutenção das taxas, tanto pelo Copom quanto pelo Fed.

Segundo o Boletim Focus, divulgado na segunda-feira, economistas do mercado financeiro estimam que a taxa básica Selic encerre 2026 em 12,25% ao ano, uma queda de 2,75 pontos percentuais em comparação ao atual patamar, de 15% ao ano.

Analistas avaliam que o Copom pode manter a Selic nesta reunião, mas iniciar um ciclo de cortes ainda no primeiro trimestre de 2026, cenário que influencia a direção do dólar Superquarta juros Brasil EUA no curtíssimo prazo.

Fatores externos, política americana e tensões comerciais

Do lado internacional, a Superquarta traz atenção redobrada para o Federal Reserve, em um momento de tensão entre o governo do presidente Donald Trump e a instituição, o que preocupa investidores sobre a independência do Fed.

Trump voltou a criticar o presidente do Fed, Jerome Powell, e tem indicado que pode nomear um novo presidente para a instituição em breve, com o mandato de Powell terminando em maio, pressão que pode afetar expectativas sobre juros nos EUA.

Além disso, o presidente americano elevou tarifas sobre produtos da Coreia do Sul, de 15% para 25%, e a China anunciou aproximação com a Rússia para ampliar cooperação, enquanto a União Europeia e a Índia assinaram um novo pacto comercial que deve reduzir tarifas em setores como automóveis e vinhos.

Mercados e principais indicadores

O episódio de aversão a risco limitada refletiu em bolsas, com Wall Street fechando sem direção única: o S&P 500 subiu 0,42%, o Nasdaq Composite avançou 0,91%, e o Dow Jones caiu 0,83%.

Na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600 avançou 0,6%, o FTSE 100 subiu 0,58%, o CAC 40 teve alta de 0,27%, e o DAX caiu 0,15%.

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta, com destaque para o Hang Seng, que avançou 1,35%, e para o Kospi, que teve forte alta de 2,73%.

No mercado doméstico, o Ibovespa registra acumulado da semana positivo de +1,71%, acumulado do mês de +12,91%, e acumulado do ano de +12,91%, enquanto o dólar mostra acumulado da semana de -1,41%, do mês de -5,16%, e do ano de -5,16%.

O que acompanhar na Superquarta

Investidores devem acompanhar comunicados e discursos do Copom e do Fed, a divulgação de indicadores complementares, e sinais sobre a independência dos bancos centrais, fatores que podem acelerar ou frear o movimento do dólar Superquarta juros Brasil EUA.

Se o Copom mantiver a Selic e transmitir que cortes começam somente mais adiante, o câmbio pode reagir de forma tímida. Se houver sinalização mais clara de cortes, o real tende a se valorizar, afetando diretamente o comportamento do dólar.

Além das decisões de juros, riscos geopolíticos e acordos comerciais recentes também devem moldar fluxos internacionais e a percepção de risco global, influenciando a cotação do dólar e o humor das bolsas.

*Com informações da agência de notícias Reuters