Dólar abre em queda, olho no emprego nos EUA e PMIs de serviços no Brasil, ADP, saída de Stephen Miran e fluxo cambial do BC movimentam mercado
Com atenção ao relatório ADP nos EUA e aos PMIs de serviços da S&P Global no Brasil, o dólar recua na abertura e investidores monitoram indicadores e fluxo cambial
O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira em queda, em meio à expectativa pelos dados de emprego nos Estados Unidos e pelos indicadores de serviços no Brasil.
Na véspera, a bolsa brasileira registrou alta e a moeda americana encerrou o dia anterior em leve baixa, enquanto agentes avaliam sinais mistos nos mercados globais.
As informações a seguir reúnem dados e citações do dia, conforme informação divulgada pelo g1
Abertura do dólar e desempenho da bolsa
Na abertura, o dólar recuou 0,24%, cotado a R$ 5,2356, segundo dados divulgados. Na sessão anterior, a moeda americana encerrou em queda de 0,15%, cotada a R$ 5,2495.
O principal índice da bolsa brasileira, o Ibovespa, vinha de alta na véspera, fechando em 185.674 pontos, com ganho de 1,58%, e chegou a superar os 187 mil pontos durante o pregão.
Dados de acumulações indicam para o dólar, Acumulado da semana: +0,04%, Acumulado do mês: +0,04%, Acumulado do ano: -4,36%, e para o Ibovespa, Acumulado da semana: +2,38%, Acumulado do mês: +2,38%, Acumulado do ano: +15,24%.
Relatórios nos EUA movimentam expectativa
Nos Estados Unidos, o mercado aguarda o relatório da ADP, que mede a criação de vagas no setor privado, e os índices de gerentes de compras, o PMI composto e o PMI de serviços, que trazem sinais sobre a atividade econômica recente.
Além disso, foi noticiado que Stephen Miran, diretor do Federal Reserve, deixou o cargo de presidente do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca, após participar de decisões sobre a taxa de juros enquanto ocupava cadeira no Fed.
Os investidores interpretam esses movimentos como fatores que podem influenciar a percepção sobre a política monetária e o comportamento do dólar frente ao real.
PMIs e cenário doméstico
No Brasil, a S&P Global divulga os PMIs de serviços e composto referentes a janeiro, com atenção especial ao PMI de serviços. Em dezembro, o índice de serviços avançou de 50,1 em novembro para 53,7 em dezembro de 2025, indicando expansão mais rápida em mais de um ano.
Esse avanço nos PMIs domésticos pode sustentar maior apetite por ativos locais, contribuindo para a valorização do Ibovespa e para o recuo do dólar no curto prazo, se confirmado nos dados de janeiro.
Fluxo cambial e panorama global
À tarde, o Banco Central divulga o fluxo cambial, que mede entradas e saídas em dólares no país. Na semana encerrada em 30 de janeiro, entre os dias 19 e 23, a saída superou a entrada em US$ 638 milhões, influência atribuída ao resultado negativo da conta comercial.
Nos mercados globais, os sinais foram mistos, com alívio parcial após o fim da paralisação parcial do governo americano. Por volta das 9h30, os futuros apontavam Dow Jones +0,27%, S&P 500 +0,09%, e Nasdaq -0,05%. Na Europa, o movimento foi irregular, com o CAC 40 +0,5%, DAX -0,5%, e FTSE 100 +0,6%.
Na Ásia, os mercados fecharam majoritariamente em alta, com destaque para o CSI300 +0,83%, SSEC +0,85%, Hang Seng +0,05%, Nikkei +0,78%, Kospi +1,57%, Taiex +0,29% e Straits Times +0,43%.
Com esses indicadores em pauta, o mercado local e internacional permanece em compasso de espera, enquanto os próximos números de emprego nos EUA e os PMIs brasileiros podem ditar o ritmo do dólar nos próximos dias.