quinta-feira, junho 4, 2026

Dólar cai 0,22% a R$ 5,2749 com investidores cautelosos sobre escolha do presidente do Fed, ameaças de tarifas de Trump ao Canadá e sinais do boletim Focus

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Mercado reage à combinação de incertezas sobre o Fed, atritos comerciais entre EUA e Canadá com a China, e projeções do boletim Focus que influenciam o câmbio

O dólar abriu a sessão em queda, em um dia marcado por cautela entre os investidores diante de decisões de política monetária e tensões geopolíticas.

As expectativas sobre o nome que sucederá Jerome Powell no Fed e as recentes ameaças comerciais elevam a aversão ao risco, enquanto dados domésticos mantêm atenção sobre a trajetória dos juros no Brasil.

Na soma dos fatores, os agentes monitoram também o boletim econômico local e o desempenho do mercado acionário, em especial o Ibovespa, que tem renovado recordes, conforme informação divulgada pelo g1.

Cotação e variação

Na sexta-feira, o dólar subiu 0,05%, cotado a R$ 5,2867.

O dólar começou a sessão desta segunda-feira (26) em queda de 0,22%, sendo cotado a R$ 5,2749 por volta das 9h.

No acumulado, os indicadores mostram variações recentes que refletem a volatilidade: Acumulado da semana: -1,60%;Acumulado do mês: -3,68%;Acumulado do ano: -3,68%.

Boletim Focus e cenário doméstico

Segundo o levantamento do mercado financeiro, divulgado no boletim Focus pelo Banco Central nesta segunda-feira (26), os economistas reduziram a projeção da inflação para 2026, de 4,02% para 4%.

O mesmo levantamento aponta expectativa de trajetória de queda da taxa Selic, com a projeção de 12,25% ao final de 2026, e previsão de crescimento do PIB de 1,8% para o ano, além de estimativa de fechamento do dólar em R$ 5,51.

Tensões geopolíticas que pressionam ativos

Nos Estados Unidos, a definição sobre o novo presidente do Fed se intensificou como fator de incerteza, enquanto o presidente Donald Trump voltou a ameaçar impor tarifas de 100% ao Canadá caso o país avance em um acordo comercial com a China.

O governo canadense anunciou uma nova parceria econômica com a China, e a retórica americana reacende o temor de medidas protecionistas, elevando a aversão ao risco nos mercados globais.

Em resposta, o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que acordos com o Canadá não visam terceiros, e destacou a necessidade de cooperação em vez de confronto, segundo informação do g1.

Mercados e Ibovespa

O principal índice da bolsa de valores brasileira avançou 1,86% na sexta-feira, aos 178.859 pontos, marcando o 5º dia consecutivo de ganhos, com o movimento de fluxo internacional e notícias econômicas influenciando os papéis.

Na semana, o Ibovespa acumula ganhos relevantes, refletindo tanto entradas em ações de empresas ligadas a commodities quanto o apetite por risco global, apesar da cautela sobre política monetária nos EUA.

O que observar nos próximos dias

Investidores seguirão de perto qualquer sinal sobre a escolha no Fed, novas declarações de líderes sobre tarifas comerciais, e os próximos números econômicos no Brasil e nos EUA.

Decisões e rumores podem ampliar a volatilidade do dólar e do mercado acionário, por isso a leitura de comunicados oficiais e o boletim Focus permanecerão no centro das atenções, conforme informação divulgada pelo g1.

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