Dólar cai 0,22% com investidores em alerta sobre indicação do presidente do Fed, ameaças de tarifas de Trump ao Canadá, projeções do Boletim Focus e Ibovespa em alta
Mercado monitora nomeação do Fed, dados do Boletim Focus e tensões China-Canadá que aumentam a aversão ao risco e pressionam o dólar em abertura de sessão
O dólar começou a sessão desta segunda-feira (26) em queda de 0,22%, sendo cotado a R$ 5,2749 por volta das 9h, com investidores cautelosos diante de movimentos políticos e decisões de política monetária no exterior e no Brasil.
No mesmo momento, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, ainda se preparava para abrir o pregão às 10h, após encerrar a semana passada em níveis recordes.
Na sexta-feira, o dólar subiu 0,05%, cotado a R$ 5,2867, enquanto o Ibovespa avançou 1,86%, aos 178.859 pontos, marcando o quinto dia seguido de ganhos, conforme informação divulgada pelo g1.
O que pressionou o câmbio nesta manhã
Parte da cautela vem da expectativa sobre a escolha do novo presidente do Fed, que pode ser anunciada em breve, e de rumores sobre sinais do governo norte-americano que podem afetar a autonomia do banco central.
Outro fator relevante é o movimento político externo, em especial a retomada das tensões entre EUA e Canadá, após ameaças de tarifas que geram maior aversão ao risco e impacto direto no fluxo de capital global.
Boletim Focus e projeções para juros e inflação
O Banco Central divulgou o boletim Focus, com projeções atualizadas do mercado financeiro para os próximos anos.
Os economistas reduziram a projeção da inflação para 2026, de 4,02% para 4%. A expectativa para a Selic é de queda para 12,25% ao final de 2026, o PIB deve crescer 1,8%, e a cotação do dólar deve encerrar o ano em R$ 5,51, segundo o levantamento citado pelo g1.
Tensões geopolíticas entre China, Canadá e EUA
O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a ameaçar aplicar tarifas de 100% sobre produtos importados do Canadá, caso o país avance em um acordo comercial com a China, o que aumentou a incerteza entre investidores.
Na semana passada, Canadá e China anunciaram uma parceria que prevê redução de tarifas sobre a canola canadense e a entrada de até 49 mil carros elétricos chineses com tarifa de 6,1%. Em resposta à ameaça dos EUA, o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que acordos com o Canadá não têm como alvo terceiros, e o porta-voz Guo Jiakun disse, “A China entende que os países devem conduzir suas relações uns com os outros com uma mentalidade de ganha-ganha, em vez de soma zero, e por meio da cooperação, e não do confronto“.
Desempenho das bolsas e sinais externos
Nos Estados Unidos, os mercados fecharam a sessão anterior sem direção única, com o Dow Jones caindo 0,58%, o S&P 500 avançando 0,02% e o Nasdaq subindo 0,28%. Na Europa, o índice STOXX 600 caiu 0,1%, acumulando queda de 1,1% na semana.
Na Ásia, os resultados foram mistos após uma semana de intensificação de ações regulatórias na China, com o SSEC em Xangai subindo 0,33%, o CSI300 caindo 0,45% e o Hang Seng avançando 0,45%, de acordo com informações reunidas pelo g1.
Perspectivas e pontos de atenção
Os investidores devem acompanhar a possível indicação do novo presidente do Fed, a evolução das negociações comerciais entre China e Canadá, e risco de paralisação do governo americano, que pode aumentar a volatilidade.
Entre indicadores, destaque para os acumulados recentes, com o dólar registrando na semana -1,60%, no mês -3,68% e no ano -3,68%, enquanto o Ibovespa aparece com acumulado da semana de +8,53%, do mês de +11,01% e do ano de +11,01%, segundo os dados citados pelo g1.