Dólar cai 0,32% e vai a R$ 5,2382 com olhar em dados americanos e negociações EUA-Irã em Omã, enquanto ouro sobe e bitcoin recua ao menor nível em 15 meses
Mercados monitoram divulgação da pesquisa da Universidade de Michigan, discurso do vice-presidente do Fed e conversas entre EUA e Irã, em dia de busca por ativos de refúgio
O dólar iniciou a sessão em queda, com investidores atentos a indicadores americanos e a negociações diplomáticas, o que influenciou a busca por ouro e papéis de refúgio.
Em meio ao calendário de balanços e à volatilidade global, bolsas e criptomoedas reagiram de forma desigual, com queda em Wall Street e recuo do bitcoin.
Os dados e eventos internacionais moldam o humor dos investidores, e as decisões se refletem tanto no câmbio quanto nas ações, no ouro e nas criptomoedas, conforme informação divulgada pelo g1.
Cenário do câmbio e primeiros números do dia
De acordo com a cobertura, o dólar abriu a sessão desta sexta-feira (6) em queda, com recuo de 0,32%, cotado a R$ 5,2382.
Na véspera, a moeda americana fechou em leve alta de 0,08%, cotada a R$ 5,2538, e a bolsa brasileira encerrou com um avanço de 0,23%, aos 182.127 pontos, segundo a mesma fonte.
Os indicadores de acumulação também foram divulgados, com Acumulado da semana: +0,12%; Acumulado do mês: +0,12%; Acumulado do ano: -4,28% para o dólar, e Acumulado da semana: +0,42%; Acumulado do mês: +0,42%; Acumulado do ano: +13,03% para o Ibovespa.
Dados americanos e discurso do Fed
Os investidores nos Estados Unidos aguardam a divulgação da pesquisa da Universidade de Michigan, que mede o sentimento do consumidor e as expectativas de inflação, e o discurso do vice-presidente do Federal Reserve, Philip Jefferson.
Esses indicadores influenciam a percepção sobre a trajetória das taxas de juros no país, o que afeta o apetite por risco, o fluxo cambial e, por consequência, o comportamento do dólar frente ao real.
Negociações entre EUA e Irã, e efeito no apetite por risco
As atenções também se voltam para as conversas entre Estados Unidos e Irã, realizadas em Omã, numa tentativa de avançar em um acordo nuclear após aumento das tensões.
Antes do encontro, o chanceler iraniano Abbas Araqchi afirmou que o país entra nas conversas “com olhos abertos”, observação que alimentou a cautela dos mercados e a busca por ativos tidos como seguros.
Ativos de refúgio, criptomoedas e temporada de balanços
Em um dia de queda das bolsas globais, o ouro à vista subia 1,9%, enquanto os contratos futuros para abril recuavam 0,1%, conforme apurado pelo g1.
No mercado de criptomoedas, o bitcoin recuou ao menor nível em 15 meses, valendo cerca de US$ 65 mil e acumulando queda de 24% no ano, apesar do apoio público do presidente dos EUA, Donald Trump.
Além disso, a temporada de balanços segue como fator local e global de volatilidade. Nos resultados citados, o Bradesco apresentou lucro líquido recorrente de R$ 6,5 bilhões no quarto trimestre, alta de 20,6% em um ano, e a Amazon frustrou ao apresentar números mistos e elevar sua previsão de investimentos, provocando queda das ações.
O Santander registrou lucro líquido de R$ 4,1 bilhões no quarto trimestre de 2025, que pressionou suas ações, enquanto o Itaú teve lucro líquido de R$ 12,3 bilhões no último trimestre, com reação positiva do mercado.
Panorama internacional das bolsas
Em Wall Street, o S&P 500 recuou 1,20%, o Nasdaq caiu 1,59% e o Dow Jones registrou perdas de 1,20%.
Na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600 caiu 1,05%, o DAX perdeu 0,46%, o CAC 40 recuou 0,29% e o FTSE 100 caiu 0,90%.
Na Ásia, Xangai recuou 0,64%, o CSI300 caiu 0,60%, o Hang Seng avançou 0,14%, o Nikkei caiu 0,9%, o Kospi recuou 3,86%, o Taiex perdeu 1,51% e a bolsa de Cingapura teve leve alta de 0,21%.
O conjunto de dados e eventos globais mantém o mercado em alerta e segue determinando movimentos do dólar, da bolsa, do ouro e das criptomoedas ao longo do dia.