Mercado reage a sinais políticos nos EUA e no Brasil, ao reajuste nas expectativas do Boletim Focus, e ao avanço do Ibovespa, com atenção ao dólar e à Selic
O dólar iniciou a sessão desta segunda-feira em queda, em meio a um cenário de cautela entre investidores que acompanham decisões de política monetária e tensões geopolíticas.
Por volta das 9h, a moeda norte-americana era cotada a R$ 5,2749, após encerrar a sexta-feira em leve alta, com o mercado atento a sinais sobre o futuro comando do Fed e a dados domésticos.
As informações reunidas para esta matéria tomam como base dados e análises divulgados pelo g1, com relatos de agências e do Boletim Focus do Banco Central, conforme informação divulgada pelo g1
Câmbio do dia e números recentes
Na sexta-feira, o dólar subiu 0,05%, cotado a R$ 5,2867, enquanto o principal índice da bolsa brasileira avançou 1,86%, aos 178.859 pontos, marcando o 5º dia consecutivo de ganhos, segundo a cobertura do g1.
O g1 também registra que, na abertura desta segunda, o dólar recuou 0,22%, sendo cotado a R$ 5,2749 por volta das 9h. Os acumulados mostram a força dos últimos dias, com os indicadores de variação do câmbio e da bolsa em movimento.
Acumulado da semana: -1,60%;Acumulado do mês: -3,68%;Acumulado do ano: -3,68%.
Boletim Focus e expectativas para juros e inflação
O Boletim Focus divulgado pelo Banco Central mostra que economistas reduziram a projeção da inflação para 2026, de 4,02% para 4%, e mantiveram expectativas para 2027 em 3,80% e 2028 e 2029 em 3,50%.
Para a taxa básica, o mercado projeta queda da Selic para 12,25% ao final de 2026, e para 10,50% em 2027, depois de fechar 2025 em 15% ao ano. A projeção para o PIB em 2026 é de crescimento de 1,8%.
O mesmo levantamento aponta que a cotação do dólar deve encerrar o ano em R$ 5,51, segundo estimativas compiladas no Focus.
Tensões geopolíticas, tarifas e impacto no apetite por risco
Investidores também monitoram movimentos políticos internacionais, como a ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de aplicar tarifas de 100% ao Canadá caso o país avance em um acordo comercial com a China.
O acordo anunciado entre Canadá e China prevê redução de tarifas sobre a canola e a entrada de até 49 mil veículos elétricos chineses com tarifa de 6,1%, segundo relatos divulgados pelo g1.
Em resposta às ameaças, o Ministério das Relações Exteriores da China afirmou que os acordos com o Canadá não têm como alvo terceiros. O porta-voz Guo Jiakun declarou, “A China entende que os países devem conduzir suas relações uns com os outros com uma mentalidade de ganha-ganha, em vez de soma zero, e por meio da cooperação, e não do confronto”, conforme informado pelo g1.
Cenário das bolsas e fatores externos
O Ibovespa renovou máximas recentemente, fechando a sexta-feira em alta de 1,86%, aos 178.858,54 pontos, e superando pela primeira vez os 178 mil, com máxima intradiária em 180.532,28 pontos, segundo cobertura do g1.
No exterior, os contratos futuros de Wall Street operaram em queda antes da abertura, com investidores cautelosos diante da decisão de juros do Fed e da divulgação de resultados corporativos, e bolsas europeias e asiáticas mostrando movimentos mistos.
O quadro combina aversão a risco decorrente de incertezas políticas e movimentos de mercado por expectativas sobre juros, mantendo o dólar e a Bolsa em rota sensível a cada nova sinalização doméstica e internacional.
Reportagem com informações complementares da agência Reuters foi consultada na elaboração desta matéria, conforme informação divulgada pelo g1.