Dólar cai antes da definição do novo presidente do Fed e do Copom, com investidores monitorando Groenlândia, negociações EUA-Rússia-Ucrânia e bolsas
Movimento de queda do dólar na abertura contrasta com alta recente do Ibovespa, investidores seguem cautelosos com Fed, Copom e eventos internacionais
O mercado começou a semana em tom de espera, com o dólar cedendo pontos nesta manhã enquanto agentes monitoram sinais sobre o possível sucessor de Jerome Powell no Banco Central dos EUA e a decisão do Copom no Brasil.
Há também atenção a episódios geopolíticos que mexem com o apetite por risco, como as declarações sobre a Groenlândia e a primeira rodada de negociações entre EUA, Rússia e Ucrânia, que podem mudar o humor dos investidores.
Esses fatores ajudam a explicar a oscilação da moeda e dos índices, e mostram por que a cautela domina as mesas de operação, conforme informação divulgada pelo g1.
Como o dólar abriu o dia
Na trajetória recente, Na sexta-feira, o dólar subiu 0,05%, cotado a R$ 5,2867. Já nesta manhã, O dólar começou a sessão desta segunda-feira (26) em queda de 0,22%, sendo cotado a R$ 5,2749 por volta das 9h. Esses números mostram viradas rápidas no sentimento, diante de notícias sobre política monetária e riscos externos.
Bolsa brasileira e indicadores
O movimento do câmbio ocorreu enquanto a bolsa brasileira mostrava força, após ganhos nos dias anteriores. Conforme os dados divulgados, Já o principal índice da bolsa de valores brasileira avançou 1,86% nesta sexta-feira, aos 178.859 pontos, marcando o 5º dia consecutivo de ganhos. Na máxima da sessão, o índice atingiu 180.532,28 pontos, ultrapassando pela primeira vez os 180 mil e marcando a nova máxima histórica intradiária.
Os acumulados divulgados destacam a recuperação recente e a volatilidade do câmbio, com medidas explícitas no levantamento: Acumulado da semana: -1,60%;Acumulado do mês: -3,68%;Acumulado do ano: -3,68%. Para o índice acionário, os números foram igualmente expressivos, Acumulado da semana: +8,53%;Acumulado do mês: +11,01%;Acumulado do ano: +11,01%.
Tensões geopolíticas que influenciam ativos
Entre os fatores externos que pesam, estão as declarações sobre a Groenlândia, depois de falas de autoridades americanas sobre um suposto acordo, e a rodada de negociações entre EUA, Rússia e Ucrânia, que é a primeira desde o início do conflito.
As menções a tarifas e a possibilidades de acordos comerciais envolvendo China e Canadá, e a composição das delegações nas negociações em Abu Dhabi, têm aumentado a incerteza, reduzindo o apetite por risco e influenciando o comportamento do dólar e das bolsas globais.
O que observar ao longo da semana
Os olhos do mercado seguem voltados para decisões de autoridade monetária, tanto nos EUA quanto no Brasil. Nos EUA, cresce a expectativa sobre o nome indicado para presidir o Fed, e no Brasil o foco é a nova reunião do Copom, que deve manter a taxa de juros sem alterações, em linha com as expectativas do mercado.
Eventos políticos, questões comerciais e indicadores econômicos vão seguir ditando os movimentos do dólar, portanto, a volatilidade pode se manter até que haja mais clareza sobre os desfechos dessas pautas.
Informações adicionais usadas nesta reportagem têm origem no g1, e nos informes citados pela agência Reuters sobre negociações internacionais, conforme informação divulgada pelo g1.