Dólar cai com cautela sobre escolha do novo presidente do Fed e tensões entre EUA, Canadá e China, com boletim Focus, Selic e ameaça de tarifas de 100% no radar

Mercado observa queda do dólar, dados do boletim Focus do Banco Central, rumores sobre o nome que sucederá Jerome Powell no Fed e a ameaça de tarifas de 100% de Trump ao Canadá

O **dólar** iniciou a sessão desta segunda-feira em queda, com investidores cautelosos diante de decisões de política monetária e tensões geopolíticas.

A abertura acompanha movimentos nas bolsas globais e sinais sobre a decisão do presidente dos EUA, que pode indicar o sucessor de Jerome Powell no Fed.

As informações reunidas refletem variações recentes da moeda, dados do mercado e riscos internacionais, conforme informação divulgada pelo g1.

Como abriu o mercado, e o que veio da última sessão

Na sexta-feira, segundo a cobertura, o dólar subiu 0,05%, cotado a R$ 5,2867, enquanto o principal índice da bolsa brasileira avançou 1,86% e renovou máximas históricas.

Na manhã desta segunda-feira, o dólar começou a sessão desta segunda-feira (26) em queda de 0,22%, sendo cotado a R$ 5,2749 por volta das 9h, e o Ibovespa abriu mais tarde, às 10h.

O fechamento recente do índice também foi registrado em números pontuais, com o Ibovespa encerrando a sexta‑feira em alta de 1,86%, aos 178.858,54 pontos, e chegando na máxima intradiária a 180.532,28 pontos.

Fatores internacionais que aumentam a cautela

Entre os fatores que pressionam o apetite por risco estão rumores sobre a escolha do novo presidente do Fed, com expectativa de que o presidente Donald Trump pode sinalizar nesta semana o nome do sucessor de Jerome Powell.

Além disso, cresceu a preocupação com reclamações comerciais e ameaças, pois Trump também voltou a ameaçar impor tarifas de 100% ao Canadá caso o país avance em acordo com a China, situação que alimenta incerteza entre investidores.

Sobre o acordo entre China e Canadá, a reportagem registra comentários oficiais, e o Ministério das Relações Exteriores da China disse que acordos com o Canadá não têm como alvo nenhum terceiro país.

Boletim Focus e perspectivas para juros, inflação, PIB e dólar

O Banco Central publicou o Boletim Focus, que mostra revisão nas projeções do mercado, com economistas reduzindo a projeção da inflação para 2026, de 4,02% para 4%.

O levantamento projeta ainda que a Selic deve cair para 12,25% ao final de 2026, e que o PIB deve crescer 1,8%, enquanto o dólar deve encerrar o ano em R$ 5,51, segundo o mesmo boletim.

As expectativas para os anos seguintes permanecem estáveis, com projeções de 3,80% para 2027 e 3,50% para 2028 e 2029, conforme o relatório.

Panorama de curto prazo e o que acompanhar

Os futuros em Wall Street apontaram recuos antes da abertura, e as bolsas europeias operaram em ligeira queda, em um ambiente de cautela global.

No mercado doméstico, destaque para os dados acumulados recentemente, com o **dólar** mostrando variações periódicas, e números de desempenho citados, como Acumulado da semana: -1,60%; Acumulado do mês: -3,68%; Acumulado do ano: -3,68%, e para o Ibovespa, Acumulado da semana: +8,53%; Acumulado do mês: +11,01%; Acumulado do ano: +11,01%.

Investidores seguirão atentos às sinalizações sobre juros nos EUA e no Brasil, aos desdobramentos do possível acordo China‑Canadá e a declarações de autoridades, fatores que podem manter o **dólar** volátil nas próximas sessões.