Dólar cai com cautela sobre escolha do presidente do Fed e ameaças de tarifas de Trump ao Canadá, enquanto Ibovespa oscila e acumula fortes ganhos semanais

Investidores avaliam sinais sobre juros nos EUA e no Brasil, boletim Focus, e tensão comercial entre EUA e Canadá, com impacto no preço do dólar e no Ibovespa

Os mercados começaram a semana em clima de cautela, com o foco na possível indicação do novo presidente do Federal Reserve e em riscos geopolíticos que podem afetar fluxos de capitais.

O movimento no câmbio e na bolsa reflete também expectativas internas divulgadas no Boletim Focus e incertezas sobre tarifas internacionais que ampliam a aversão ao risco.

Os dados e trechos citados a seguir foram apurados e compilados, conforme informação divulgada pelo g1

Câmbio e bolsa na manhã

No pregão, o **dólar** recuava de forma leve, enquanto o mercado acionário oscilava próximo da estabilidade. Segundo o g1, “O dólar operava em leve queda de 0,05% nesta segunda-feira (26), cotado a R$ 5,2843 perto das 10h15.”

Em relação ao fechamento anterior, o site registrou que, “Na sexta-feira, o dólar subiu 0,05%, cotado a R$ 5,2867. Já o principal índice da bolsa de valores brasileira avançou 1,86%, aos 178.859 pontos, marcando o 5º dia consecutivo de ganhos.”

Em outro registro do mesmo dia, o g1 também apontou que o Ibovespa oscilava com “queda de 0,03% no mesmo horário, aos 178.812 pontos.” Entre os indicadores de curto prazo, o **dólar** acumula na semana -1,60%, no mês -3,68% e no ano -3,68%, enquanto o **Ibovespa** registra acumulado da semana de +8,53%, do mês +11,01% e do ano +11,01%.

Tensões geopolíticas e risco de tarifas

Além das decisões de política monetária, investidores avaliam as declarações do presidente dos Estados Unidos, que ameaçou impor tarifas de 100% ao Canadá caso o país avance em um acordo comercial com a China, o que aumenta a aversão ao risco.

O g1 destacou o acordo entre Canadá e China que prevê que a China reduza tarifas sobre a canola canadense e que o Canadá permita a entrada de quase 50 mil carros elétricos chineses com tarifa de 6,1%, em contraste com a tarifa de 100% aplicada anteriormente. O texto informa que, “Inicialmente, o Canadá permitirá a entrada de até 49 mil veículos elétricos chineses com uma tarifa de 6,1% nos termos de nação-mais-favorecida” e que “Em 2023, a China exportou 41.678 veículos elétricos para o Canadá.”

Em resposta à ameaça, o porta-voz do ministério das Relações Exteriores da China afirmou, “A China entende que os países devem conduzir suas relações uns com os outros com uma mentalidade de ganha-ganha, em vez de soma zero, e por meio da cooperação, e não do confronto”.

Boletim Focus e cenário doméstico

O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central e citado pelo g1, mostrou revisão nas projeções dos economistas do mercado financeiro. Conforme o levantamento, “os economistas do mercado financeiro reduziram a projeção da inflação para 2026, de 4,02% para 4%.”

O documento também traz expectativas para juros e crescimento, com a projeção de que a Selic cairá para 12,25% ao final de 2026, e que o PIB deve crescer 1,8%, enquanto a cotação do **dólar** deve encerrar o ano em R$ 5,51, segundo o mesmo levantamento.

Cenário externo e bolsas globais

No exterior, o clima era de cautela antes de decisões de juros nos EUA e de balanços corporativos. O g1 registrou que, em Wall Street, “os futuros apontavam recuo: o Dow Jones caía 0,08%, o S&P 500 perdia 0,20% e a Nasdaq recuava 0,30%.”

Na Europa, também houve leve aversão, com o índice STOXX 600 recuando 0,2% e o CAC 40 caindo quase 0,2%, enquanto o DAX avançava menos de 0,1% e o FTSE 100 registrava baixa de 0,1%. Na Ásia, os movimentos foram mistos, com o SSEC caindo 0,09%, o CSI300 subindo 0,10% e o Hang Seng avançando 0,06%. Outros mercados mostraram variação, com o Nikkei recuando 1,8% e o KOSPI caindo 0,81%, segundo levantamento internacional citado pelo g1 com informações da Reuters.

Em síntese, o avanço recente do **Ibovespa** e a leve queda do **dólar** refletem um ambiente onde decisões de política monetária, projeções do Boletim Focus e riscos geopolíticos se combinam para determinar fluxo de capitais e apetite por risco no curto prazo.