Abertura registra dólar a R$ 5,1776, bolsa em alta, foco nos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA e na pesquisa Quaest que mostra Lula à frente
O mercado financeiro abriu o dia com o dólar em queda, enquanto o principal índice da bolsa brasileira seguia em alta, refletindo fluxo de capital estrangeiro e sinais mistos na economia global.
Investidores acompanham dados de emprego dos Estados Unidos e sondagens eleitorais no Brasil, que podem influenciar expectativas sobre juros, risco-país e direção dos fluxos financeiros.
Os movimentos e os números do dia foram divulgados ao mercado e compilados pela imprensa, conforme informação divulgada pelo g1
Mercado brasileiro e desempenho do dólar
O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (12) em queda, recuando 0,18% na abertura, aos R$ 5,1776. Na véspera, o dólar recuou 0,18%, cotado a R$ 5,1869, no menor nível desde maio de 2024.
Os indicadores de curto prazo mostram redução da pressão sobre a moeda, com acumulados que indicam recuperação do real frente ao dólar no mês e no ano, segundo os dados do fechamento mais recente, que apontam Acumulado da semana: -0,64%, Acumulado do mês: -1,16%, Acumulado do ano: -5,50%.
Bolsa e fluxo estrangeiro
O Ibovespa chegou pela primeira vez aos 190 mil pontos, impulsionado pela alta de ações de commodities, e ainda registrou forte presença de investidores estrangeiros. Ao longo do dia, o índice chegou a superar os 190 mil pontos, e encerrou aos 189.699 pontos, com alta de 2,03%.
A valorização foi puxada por Petrobras e Vale, que subiram mais de 3%, e pelo aumento do volume financeiro, que somou R$ 38,6 bilhões, em um dia de apetite por ativos de mercados emergentes.
Os acumulados do Ibovespa refletem o movimento, com Acumulado da semana: +3,69%, Acumulado do mês: +4,60%, Acumulado do ano: +17,73%.
Pesquisa Quaest e impacto político
A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (11) mostra vantagem de Lula em cenários de segundo turno testados com nomes da oposição, e despertou atenção dos investidores para o possível impacto político sobre as contas públicas.
“A pesquisa revela uma diminuição residual da vantagem de Lula para Flávio. A diferença era de sete pontos no mês passado e passou para cinco”, afirma o diretor da Quaest, Felipe Nunes.
Cenário Lula x Flávio:
Lula: 43% (eram 45% em janeiro e 46% em dezembro); Flávio Bolsonaro: 38% (eram 38% em janeiro e 36% em dezembro); Indecisos: 2% (eram 2% em janeiro e 3% em dezembro); Branco/nulo/não vai votar: 17% (eram 15% em janeiro e dezembro).
Entre eleitores independentes, a vantagem de Lula diminuiu, o que reforça a atenção do mercado para sinais de mudança na competitividade eleitoral, e para como isso pode repercutir em expectativas fiscais.
Dados de emprego nos EUA e panorama global
A economia norte-americana abriu 130 mil vagas fora do setor agrícola no mês passado, após a criação de 48 mil empregos em dezembro, segundo dados do relatório de emprego (payroll). O resultado ficou acima das expectativas do mercado, que previa cerca de 70 mil novas vagas.
A criação de vagas de trabalho nos EUA acelerou em janeiro, enquanto a taxa de desemprego caiu para 4,3%, ante 4,4% em dezembro. Parte do resultado acima do esperado está ligada a fatores sazonais nas contratações.
Em Wall Street, os mercados americanos fecharam em leve queda, com o Dow Jones recuando 0,13%, o S&P 500 tendo leve queda de 0,01%, e o Nasdaq recuando 0,16%. Na Europa, apesar de preocupações com tecnologia, o STOXX 600 fechou em patamar recorde, aos 621,58 pontos.
O dia no mercado mostra que o dólar e a bolsa seguem sensíveis a dados reais de atividade e a sinais políticos, com investidores avaliando balanço entre risco e retorno em ativos brasileiros.