Dólar cai na abertura com cautela sobre presidente do Fed, ameaças de tarifas e Boletim Focus, enquanto Ibovespa renova recorde e investidores evitam risco

Dólar inicia o dia em queda de 0,22%, cotado a R$ 5,2749 por volta das 9h, com atenção às decisões do Fed, ao Boletim Focus do BC e a tensões geopolíticas

O mercado financeiro abriu a semana em tom mais cauteloso, e o dólar recuou nas primeiras negociações, enquanto investidores digeriam sinais sobre a política monetária nos Estados Unidos e no Brasil.

Movimentos políticos e comerciais internacionais também pressionaram a aversão ao risco, com possibilidade de novas tarifas e disputas diplomáticas no radar.

O dólar começou a sessão desta segunda-feira (26) em queda de 0,22%, sendo cotado a R$ 5,2749 por volta das 9h, conforme informação divulgada pelo g1.

Como o mercado abriu a semana

Na reta final da semana passada houve alta discreta, e, “Na sexta-feira, o dólar subiu 0,05%, cotado a R$ 5,2867. Já o principal índice da bolsa de valores brasileira avançou 1,86% nesta sexta-feira, aos 178.859 pontos, marcando o 5º dia consecutivo de ganhos.”

Os indicadores de curto prazo mostram correções, com o dólar apresentando também dados de desempenho acumulado, “Acumulado da semana: -1,60%;Acumulado do mês: -3,68%;Acumulado do ano: -3,68%.”

No mesmo sentido, o mercado acionário vem em alta significativa, com o Ibovespa registrando, “Acumulado da semana: +8,53%;Acumulado do mês: +11,01%;Acumulado do ano: +11,01%.”

Boletim Focus e expectativas locais

As projeções domésticas também influenciam o câmbio, e o Boletim Focus do Banco Central trouxe ajustes importantes nas previsões para os próximos anos.

Conforme o levantamento, “Os economistas do mercado financeiro reduziram a projeção da inflação para 2026, de 4,02% para 4%, segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (26) pelo Banco Central.”

O documento também traz números sobre juros e crescimento, a expectativa é de queda da Selic para 12,25% ao final do ano, e para o crescimento do PIB a projeção de 1,8%, além da estimativa de que o dólar deva encerrar 2026 em R$ 5,51.

Riscos externos e impacto sobre o dólar

Do lado externo, incertezas sobre a escolha do próximo presidente do Fed e tensões comerciais adicionam volatilidade, com repercussões diretas no fluxo para ativos considerados mais seguros.

Nos Estados Unidos houve recuo nos contratos futuros, com os índices mostrando perdas antes da abertura, “o Dow Jones caía 0,08%, o S&P 500 perdia 0,20% e a Nasdaq recuava 0,30%.”

Além disso, a ameaça do presidente dos EUA de impor tarifas de 100% ao Canadá em caso de acordo com a China voltou a alimentar a cautela, e a reação chinesa trouxe uma posição clara do governo, com o porta-voz afirmando, “A China entende que os países devem conduzir suas relações uns com os outros com uma mentalidade de ganha-ganha, em vez de soma zero, e por meio da cooperação, e não do confronto”, em resposta à ameaça tarifária.

O que fica para o investidor

Em suma, o dólar opera em leve queda, mas permanece sensível a notícias sobre política monetária nos EUA, às revisões do mercado local no Boletim Focus, e às tensões geopolíticas que podem aumentar a volatilidade.

Para quem acompanha o câmbio e a bolsa, a recomendação é acompanhar desdobramentos sobre a nomeação no Fed, dados domésticos e comunicados oficiais, pois qualquer sinal mais forte pode reverter rapidamente o humor dos investidores.

Informações citadas, conforme informação divulgada pelo g1, incluem as cotações e projeções mencionadas nesta reportagem.